BC russo mantém taxa de juros em 7,5%, sinaliza alta no futuro
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Por Alexander Marrow
MOSCOU (Reuters) - O banco central da Rússia manteve sua principal taxa de juros em 7,5% nesta sexta-feira, mas sugeriu que pode ter que aumentar os juros este ano, uma vez que um déficit orçamentário crescente, escassez de mão de obra e um rublo mais fraco representam riscos inflacionários.
No ano passado, o banco reverteu gradualmente um aumento emergencial da taxa para 20% feito no final de fevereiro, após a decisão da Rússia de enviar dezenas de milhares de soldados à Ucrânia e a imposição de amplas sanções ocidentais em resposta. A instituição tem mantido os juros estáveis em 7,5% desde o último corte em setembro.
O Banco da Rússia manteve sua previsão de inflação no final do ano entre 5% e 7%, sustentando a expectativa de que possa retornar o aumento dos preços à sua meta de 4% em 2024. A inflação anual estava em 11,8% em 6 de fevereiro, disse o banco.
"Se os riscos pró-inflação se intensificarem, o Banco da Rússia considerará a necessidade de um aumento importante dos juros em suas próximas reuniões", disse o banco em um comunicado.
O banco central disse que os riscos de inflação de curto prazo aumentaram novamente, incluindo a possibilidade de que as restrições externas ao potencial da economia russa se mostrem mais fortes do que se pensava anteriormente.
O banco agora vê sua taxa de juros na faixa de 7% a 9% este ano, acima da margem de 6,5% a 8,5% da previsão anterior.
O banco ajustou sua previsão do PIB de 2023 para entre um crescimento de 1% e uma contração de 1%, de um declínio entre 1% a 4% anteriormente. O Fundo Monetário Internacional (FMI) espera que a economia russa cresça 0,3% este ano.
A decisão veio em linha com uma pesquisa da Reuters com analistas, que esperavam tanto um sinal mais agressivo quanto a manutenção da taxa de juros.
(Reportagem de Alexander Marrow)
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