Bovespa fecha em queda de 1,24% e acumula perdas de 6,4% no mês

Publicado em 29/08/2008 19:30 2350 exibições

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) não resistiu à derrocada das Bolsas americanas e encerrou o último pregão de agosto em terreno negativo, completando o terceiro mês consecutivo de perdas.

A última vez em que a Bolsa acumulou pelo menos três meses seguidos de quedas foi em 2002, quando o índice Ibovespa teve variações negativas em março, abril, maio, junho e julho.

O Ibovespa, termômetro dos negócios da Bolsa paulista, cedeu 55.680 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,77 bilhões. Em agosto, a Bolsa acumulou desvalorização de 6,4%.

"Os números de renda [dos EUA] e do PCE não vieram muito bons. E houve muitos comentários no mercado de que mais grandes bancos [americanos] devem mostrar balanços negativos [devido à crise dos subprimes] nos próximos dias", comentou Mariana Gonçalves, analista de renda variável da Global Equity.

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,635 na venda, com avanço de 0,18%. A taxa de risco-país marca 239 pontos, número 2,04% abaixo da pontuação anterior.

Na Europa, as principais Bolsas de Valores registraram ganhos, a exemplo de Londres (0,63%) e Frankfurt (0,03%). Nos EUA, a Bolsa de Nova York fechou em baixa de 1,46%.

Com uma agenda econômica doméstica totalmente esvaziada, ganhou importância ainda maior os números da maior economia do planeta. Entre as principais notícias do dia, o Departamento de Comércio dos EUA revelou que a renda dos consumidores locais teve uma queda de 0,7% em julho, em seu maior recuo em quase três anos. O número é muito pior do que o previsto por analistas, que estimavam um decréscimo de 0,1%. Já os gastos dos consumidores tiveram um crescimento modesto, de 0,2%, em julho, sem surpreender o mercado financeiro.

O chamado PCE --indicador de preços ligado aos gastos do consumidor-- teve uma alta de 0,6% em julho, após 0,7% no mês anterior. O núcleo do PCE (que calcula a inflação excluindo os preços de alimentos e energia) foi de 0,3%, em linha com as projeções dos economistas de bancos e corretoras.

Investidores e analistas também reagiram ao influente Índice de Confiança do Consumidor, apurado pela Universidade de Michigan, visto como uma sinalização das tendência de consumo nos EUA. O índice apurado pela universidade ficou em 63 pontos, contra uma estimativa de 61,7 divulgada no último dia 15. A expectativa dos analistas era de um índice em 62 pontos.

 

Fonte: Folha Online

Fonte:
Folha Online

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