Em carta para Putin, secretário-geral da ONU sugere um caminho para acordo de grãos no Mar Negro
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Por Michelle Nichols
NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O secretário-geral da ONU, António Guterres, propôs ao presidente russo, Vladimir Putin, “um caminho a seguir com o objetivo de melhorar, estender e expandir” um acordo que permite a exportação segura de grãos ucranianos via Mar Negro, disse um porta-voz da ONU nesta segunda-feira.
Guterres apresentou a proposta em uma carta entregue ao ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, pedindo que fosse encaminhada a Putin, disse o vice-porta-voz da ONU, Farhan Haq, em um comunicado, após Guterres se reunir com Lavrov em Nova York.
Lavrov não respondeu perguntas nem ao chegar nem ao sair da reunião com Guterres, que durou 90 minutos. Guterres tomou nota das preocupações da Rússia sobre suas próprias exportações de grãos e fertilizantes, disse Haq.
"Ele forneceu um relatório detalhado sobre o progresso já alcançado a esse respeito e reiterou o compromisso das Nações Unidas de continuar trabalhando para resolver os problemas remanescentes", disse Haq.
Segundo a agência de notícias Tass, Lavrov disse que Moscou estudará a carta. "O secretário-geral falou sobre os esforços que está fazendo para levar a parte russa deste acordo o mais longe possível", disse Lavrov, segundo a Tass. "Até agora, o progresso, francamente, não é muito perceptível."
A Rússia tem indicado que não permitirá que o acordo --mediado pela ONU e pela Turquia e acertado entre Rússia e Ucrânia em julho do ano passado-- continue além de 18 de maio porque uma lista de demandas para facilitar suas próprias exportações de grãos e fertilizantes não foi cumprida.
Haq disse que a carta a Putin leva “em consideração posições recentemente expressas pelos envolvidos e os riscos à insegurança alimentar global”. Ele afirmou que cartas similares também foram enviadas à Ucrânia e à Turquia.
O acordo tinha a intenção de ajudar a lidar com um crise global de alimentos que, segundo autoridades da ONU, foi agravada pela invasão da Rússia à Ucrânia em fevereiro de 2022.
(Reportagem de Michelle Nichols)
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