TSE forma maioria para tornar Bolsonaro inelegível até 2030
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Por Ricardo Brito
BRASÍLIA (Reuters) - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria, nesta sexta-feira, para tornar inelegível o ex-presidente Jair Bolsonaro na ação a que responde por ter promovido, quando presidia o país em julho passado, uma reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada para atacar o sistema eletrônico de votação.
Coube à ministra Cármen Lúcia, atual vice-presidente do TSE e única mulher entre os julgadores, dar o quarto voto favorável à perda de direitos políticos do ex-presidente até 2030 sob a acusação de ter cometido abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
Cármen acompanhou o voto do relator, Benedito Gonçalves, assim como anteriormente os ministros Floriano Marques e André Ramos. Por ora, somente o ministro Raul Araújo votou para absolver a chapa encabeçada pelo ex-presidente.
Cármen anunciou seu voto logo no início da sessão, e então passou a fundamentar seu voto, que disse que tem 100 páginas escritas.
Depois dela, faltam votar os ministros Nunes Marques e Alexandre de Moraes, o presidente do TSE.
Bolsonaro nega qualquer irregularidade no encontro com os embaixadores e sua defesa já disse que irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) se for considerado culpado pelo TSE.
“Não ataquei o sistema eleitoral, eu mostrei possíveis falhas”, disse Bolsonaro em entrevista à rádio Itatiaia nesta sexta-feira. "Esse julgamento não tem pé, nem cabeça".
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