Ibovespa avança apoiado em Petrobras com vencimentos na B3 e ata do Fomc no radar
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Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa avançava nesta quarta-feira, apoiado principalmente no desempenho positivo das ações da Petrobras, enquanto agentes financeiros também aguardam a divulgação da ata da última decisão de política monetária dos Estados Unidos.
Às 11:12, o Ibovespa subia 0,45%, a 116.690,33 pontos, após completar na véspera 11 pregões consecutivos fechando com sinal negativo e recuo acumulado de 4,7%.
O volume financeiro somava 7,4 bilhões de reais, em sessão marcada ainda por vencimento de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro.
O contrato futuro do Ibovespa que expira nesta quarta-feira tinha acréscimo de 0,72%, a 116.625 pontos. O vencimento seguinte, para 18 de outubro, mostrava elevação de 0,71%, a 118.945 pontos.
O banco central norte-americano divulga à tarde a ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) no final do mês passado, quando elevou a taxa básica de juros para uma faixa entre 5,25% e 5,5% ao ano.
Na visão da equipe da corretora Commcor, a ata deve ajudar os investidores a esclarecerem qual a visão do Federal Reserve em relação a economia norte-americana e quais os possíveis próximos passos da política monetária nos EUA.
Em Wall Street, o S&P 500 avançava 0,18%, tendo ainda como pano de fundo o avanço das ações da Target após a varejista reportar lucro trimestral acima do esperado, embora tenha reduzido projeções para vendas e lucro no ano.
No Brasil, a temporada de resultado chegou ao fim, com os números refletindo os efeitos da atividade econômica doméstica ainda fraca, taxas de juros altas e pressões inflacionárias, combinadas com a baixa de preços de commodities.
De acordo com cálculos da equipe do Safra, considerando as empresas sob sua cobertura, os lucros caíram de 37,4% no segundo trimestre na comparação ano a ano, enquanto houve contração de 4,4% na receita e de 23,1% no Ebitda.
DESTAQUES
- PETROBRAS PN valorizava-se 3,47%, a 31,93 reais, ainda refletindo a decisão da companhia de aumentar os preços dos combustíveis, anunciada na véspera. O presidente da Petrobras também afirmou em entrevista na noite da véspera que a empresa, de controle estatal, não foi pressionada pelo governo federal a se abster de aumentar os preços locais dos combustíveis. No exterior, os preços do petróleo tinham variações tímidas.
- IRB(RE) ON subia 10,21%, a 43,6 reais, tendo como pano de fundo relatório de analistas do Citi elevando a recomendação dos papéis para "neutra", bem como o preço-alvo, de 25 para 40 reais. Eles apontaram que a redução do risco de capital dá menos razões para serem vendedores dos papéis da resseguradora.
- NATURA&CO ON caía 7,24%, a 16,78 reais, mais do que devolvendo os ganhos da véspera, quando fechou em alta de quase 5,5%, na esteira da repercussão do resultado do segundo trimestre e de declarações de executivos sobre os números e as perspectivas da companhia.
- ITAÚ UNIBANCO PN avançava 1,03%, a 27,37 reais, tendo no radar relatório do JPMorgan elevando o preço-alvo da ação de 31 para 33 reais, com manutenção do "overweight". No setor, BANCO DO BRASIL ON subia 1,28%, mas BRADESCO PN ganhava apenas 0,2% e SANTANDER BRASIL UNIT registrava decréscimo de 0,07%.
- VALE ON tinha variação positiva de 0,18%, a 61,4 reais, vinda de seis quedas seguidas, em que acumulou um declínio de 7%. Em agosto, até a véspera, a perda alcançava 8,7%. Na China, o contrato futuro do minério de ferro mais negociado na Dalian Commodity Exchange encerrou as negociações do dia com alta de 0,8%, a 738,50 iuans (101,23 dólares) por tonelada. Na Bolsa de Cingapura, porém, o contrato de referência caiu 0,3%.
- LOJAS RENNER ON subia 2,81%, a 17,93 reais, em recuperação após cair nos últimos três pregões, período em que acumulou um declínio de quase 7%. Analistas do Citi também elevaram a recomendação do papel para "compra", citando uma boa relação de risco versus retorno. O preço-alvo, porém, foi reduzido de 25 para 24 reais.
- WEG ON recuava 2,52%, a 38,36 reais. Analistas da XP Investimentos cortaram a recomendação da ação para "neutra" e o preço-alvo de 45 para 40 reais, citando expectativas de desaceleração de receita e retornos se acomodando em níveis mais baixos nos próximos anos. Mesmo com a visão de que a Weg é uma empresa "melhor da turma" e uma das mais bem-sucedidas da história corporativa brasileira, eles consideram o múltiplo P/L atual de cerca de 29 vezes como uma história "precificada à perfeição".
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