Deflação da China é ponto positivo para BCs ocidentais no curto prazo, diz Pimco
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Por Davide Barbuscia
NOVA YORK (Reuters) - As pressões deflacionárias na China podem se espalhar para os mercados globais, o que é potencialmente uma boa notícia de curto prazo para os bancos centrais ocidentais, que buscam conter a inflação, disse a gestora de ativos dos Estados Unidos Pimco nesta quarta-feira.
O setor de consumo da China caiu em deflação e os preços no portão das fábricas estenderam quedas em julho, enquanto a economia do país tem dificuldades em reavivar a demanda e uma enxurrada de políticas públicas para apoiar a economia não conseguiu sustentar a atividade.
A deterioração econômica pode moderar a inflação na China e, cada vez mais, também nos mercados atendidos por produtos chineses, disse a economista e diretora-gerente da Pimco, Tiffany Wilding, em nota.
"A deflação persistente na China provavelmente se espalharia para os mercados desenvolvidos, já que um iuan mais fraco e uma proporção entre estoques e vendas elevada reduzem o custo dos produtos chineses no exterior -- um desdobramento que autoridades de bancos centrais nos mercados desenvolvidos provavelmente comemorariam", disse ela.
“Dadas as defasagens usuais, os transbordamentos deflacionários provavelmente apenas começaram a impactar os mercados consumidores globais, com os descontos provavelmente acelerando nos próximos trimestres.
O banco central chinês cortou as principais taxas de juros na terça-feira pela segunda vez em três meses para impulsionar a economia, mas investidores até agora não se impressionaram.
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