Dólar sobe quase 1% após dados de emprego nos EUA e termina semana acima de R$6,10
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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO (Reuters) - Após relativa acomodação nas primeiras sessões do ano, o dólar fechou a sexta-feira em alta firme no Brasil, novamente acima dos 6,10 reais, acompanhando o avanço da moeda norte-americana no exterior, após dados fortes do mercado de trabalho dos EUA sugerirem que o Federal Reserve terá menos espaço para cortar juros.
O dólar à vista fechou em alta de 0,99%, aos 6,1031 reais. Apesar do avanço desta sexta-feira, a divisa acumulou baixa de 1,29% na semana -- marcada pela liquidez reduzida e pela ausência de notícias de impacto sobre a área fiscal brasileira.
Às 17h03 na B3 o dólar para fevereiro -- atualmente o mais líquido -- subia 1,06%, aos 6,1220 reais.
O dia começou com a divulgação pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que subiu 0,52% em dezembro e fechou 2024 com alta acumulada de 4,83%. Profissionais ouvidos pela Reuters esperavam por alta de 0,57% no mês e de 4,88% no ano.
O resultado anual ficou acima do teto da meta contínua de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,5% (3,0% para o centro da meta, com tolerância de 1,5 ponto percentual), mas ainda assim esteve em segundo plano nesta sexta-feira, já que o descumprimento do objetivo era largamente esperado.
Já o relatório de empregos payroll, divulgado às 10h30 nos EUA, deu força ao dólar ao redor do mundo, incluindo o Brasil. O Departamento do Trabalho norte-americano informou que foram abertos 256.000 postos de trabalho fora do setor agrícola em dezembro, após 212.000 em novembro, em dado revisado para baixo.
Economistas consultados pela Reuters previam abertura de 160.000 vagas, depois de 227.000 relatadas anteriormente em novembro. As estimativas para dezembro variaram de 120.000 a 200.000.
“O dado de emprego nos EUA veio muito acima do esperado. E todo mundo estava de olho nisso para planejar como seriam os próximos cortes de juros lá fora”, comentou durante a tarde Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.
“Com o dado vindo forte, o mercado corta a expectativa de redução de juros lá fora, o que dá força ao dólar”, acrescentou.
Assim, após marcar a cotação mínima de 6,0313 reais (-0,20%) às 9h03, logo após a abertura, o dólar à vista saltou para a máxima de 6,1221 reais (+1,31%) às 10h30 -- justamente quando o payroll foi divulgado. No início da tarde a moeda à vista voltou a igualar essa máxima em alguns momentos, em meio à liquidez menor.
Às 17h09, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,43%, a 109,670.
Pela manhã o Banco Central vendeu 15.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 3 de fevereiro de 2025.
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