Brics podem ser reforço para Brasil em negociações duras sobre financiamento na COP30, diz Corrêa do Lago
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Por Lisandra Paraguassu
BRASÍLIA (Reuters) - Em uma cúpula do clima sob o impacto da decisão dos Estados Unidos de deixar o Acordo de Paris, o Brasil vê a oportunidade de consensos entre os membros do Brics como uma forma de reforçar a posição dos países em desenvolvimento no que promete ser uma dura negociação sobre o financiamento das mudanças climáticas na COP30 deste ano, em Belém.
"Se foi difícil conseguir 300 bilhões de dólares com os Estados Unidos na negociação, empenhados em ter políticas de combate à mudança do clima e favorecendo um fortalecimento do tratamento de clima nos bancos multilaterais de desenvolvimento, certamente será mais difícil agora", afirmou o embaixador André Corrêa do Lago em entrevista nesta quinta-feira a jornalistas de veículos internacionais.
Corrêa do Lago afirmou, no entanto, que o fato de o Brasil ter unido em um mesmo ano a presidência do Brics -- que terá reunião de cúpula este ano no país em julho -- e da COP reforça a possibilidade de trabalhar em conjunto com este países.
"Nós vamos procurar também no Brics obter alguns consensos e provocar certas discussões que ajudem os países do Brics a apoiar o Brasil nas discussões", disse o embaixador, que foi apontado esta semana pelo governo brasileiro para a presidência da COP30.
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