Importações de soja pela China sobem 4,4% no 1º bimestre, mas devem desacelerar
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Por Mei Mei Chu
PEQUIM (Reuters) - As importações de soja pela China aumentaram nos dois primeiros meses do ano, com a chegada de suprimentos dos Estados Unidos reservados antes da posse do presidente norte-americano Donald Trump, mas as compras podem cair em março, na avaliação de traders.
No acumulado de janeiro e fevereiro, as importações subiram 4,4%, para 13,61 milhões de toneladas, mostraram dados da alfândega chinesa, em linha com as expectativas do mercado.
A China combina os dados de janeiro e fevereiro para suavizar o impacto do feriado do Ano Novo Lunar, que pode cair em qualquer um dos meses a depender do ano.
No ano passado, importadores compraram remessas maiores do que o normal de suprimentos dos EUA devido às preocupações com a possibilidade de que as novas tensões entre EUA e China afetassem o comércio agrícola. As chegadas dessas cargas, porém, atrasaram devido à demora no desembaraço alfandegário nos portos chineses.
As elevadas taxas de esmagamento doméstico e os atrasos nos embarques de soja brasileira restringiram o suprimento de oleaginosas da China, levando ao aperto de oferta mais severo do mercado nos últimos anos e fazendo com que muitas esmagadoras suspendessem as operações até abril, disseram traders.
"Os embarques de soja brasileira para a China atrasaram e, juntamente com as esmagadoras de soja chinesas operando com uma taxa de utilização relativamente alta nos últimos meses para atender à demanda de farelo de soja, os estoques domésticos de soja têm caído", disse Cheang Kang Wei, vice-presidente assistente da StoneX em Cingapura.
O aperto piorou com os compradores evitando suprimentos dos EUA devido à escalada da guerra comercial entre Washington e Pequim.
A expectativa é de que as importações de março sejam inferiores a 6 milhões de toneladas, disse Wan Chengzhi, analista da Capital Jingdu Futures.
Esse volume se compara com 5,54 milhões de toneladas em março do ano passado.
Esta semana, a China impôs uma taxa adicional de 10% sobre a soja dos EUA e bloqueou as importações de três empresas norte-americanas em retaliação às tarifas de Trump sobre os produtos chineses.
Pequim disse na quarta-feira que ampliará a cobertura do seguro de custo total e do seguro de renda de produção para a soja este ano e reduzirá o uso de farelo de soja na produção de ração.
(Reportagem de Mei Mei Chu)
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