China vai criticar EUA na ONU por intimidação e guerra comercial
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Por Michelle Nichols
NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - A China convocará, na próxima semana, uma reunião informal do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas para acusar os Estados Unidos de intimidação e de "lançar uma sombra sobre os esforços globais para a paz e o desenvolvimento" ao usar as tarifas como arma.
A medida ocorre no momento em que Pequim adota uma postura linha-dura em uma escalada da guerra comercial com Washington, desencadeada pelas altas tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre itens importados da China.
"Todos os países, especialmente as nações em desenvolvimento, são vítimas do unilateralismo e das práticas de intimidação", diz a nota conceitual da reunião informal da ONU sobre "o impacto do unilateralismo e das práticas de intimidação nas relações internacionais".
A nota, que convida todos os 193 Estados-membros da ONU a participarem da reunião de 23 de abril, critica especificamente os Estados Unidos por imporem tarifas.
"Ao utilizar as tarifas como uma ferramenta de pressão extrema, os EUA têm violado gravemente as regras do comércio internacional e provocado choques e turbulências graves na economia mundial e no sistema de comércio multilateral, lançando uma sombra sobre os esforços globais para a paz e o desenvolvimento", diz a nota conceitual.
A missão dos EUA na ONU encaminhou um pedido de comentário sobre a reunião planejada pela China ao Departamento de Estado, que não respondeu imediatamente.
A agência de Comércio e Desenvolvimento das Nações Unidas disse nesta quarta-feira que o crescimento econômico global poderia desacelerar para 2,3%, já que as tensões comerciais e a incerteza impulsionam uma tendência de recessão.
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