Ibovespa avança com Embraer e WEG entre destaques positivos
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Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa avançava nesta terça-feira, após marcar uma mínima em mais de três meses na véspera, com Embraer e WEG entre os destaques positivos, enquanto agentes financeiros ainda monitoram a situação comercial do Brasil com os Estados Unidos.
Às 11h25, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,66%, a 133.002,83 pontos. O volume financeiro somava R$3,7 bilhões. Na véspera, o Ibovespa caiu 1,04%, a 132.129,26 pontos, mínima de fechamento desde 22 de abril.
A poucos dias da tarifa norte-americana de 50% para produtos brasileiros entrar em vigor, em 1º de agosto, a ausência de sinais de que tal medida possa ser adiada ou cancelada mantinha um clima pesado nos negócios.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou mais cedo que o vice-presidente, Geraldo Alckmin, teve na véspera uma terceira e longa conversa com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, mas não apontou avanços de fato.
Haddad disse que o plano de contingência do governo para caso a tarifa entre em vigor está sendo analisado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com "muita tranquilidade". Mas reiterou que o Brasil não abandonará a mesa de negociação.
Nos EUA, Lutnick afirmou que o presidente Donald Trump tomará suas decisões sobre acordos comerciais até sexta-feira.
Em Nova York, o S&P 500 e o Nasdaq renovaram suas máximas históricas, com investidores avaliando também uma série de balanços de empresas norte-americanas enquanto aguardam o desfecho da reunião de política monetária do Federal Reserve, previsto para a quarta-feira.
DESTAQUES
- EMBRAER ON subia 3,22%, também experimentando uma recuperação após ajuste negativo expressivo no mês, de quase 14% até a véspera, refletindo os temores sobre o efeito da nova política comercial dos EUA para o Brasil. No começo do mês, as ações chegaram a renovar máximas históricas.
- WEG ON avançava 2,67%, buscando a segunda alta seguida, após forte pressão vendedora recente em meio a receios com os reflexos das tarifas comerciais dos EUA e após o resultado trimestral abaixo do esperado. Analistas do Citi cotaram o preço-alvo dos papéis de R$62 para R$53, mas reiteraram a recomendação de compra. No mês, até a véspera, as ações acumulavam um declínio de 13,7%.
- RAÍZEN PN caía 2,08%, renovando mínimas históricas. O BTG Pactual publicou relatório nesta terça-feira com corte na estimativa de Ebitda para o ano fiscal de 2026 para R$11 bilhões, de R$12,36 bilhões antes, entre outras revisões. A recomendação de compra para as ações foi mantida, mas o preço-alvo caiu de R$3,50 a R$3, "permanecendo altamente dependente da capacidade da Raízen de estabilizar e desalavancar seu balanço".
- VALE ON subia 0,36%, encontrando suporte no comportamento dos futuros do minério de ferro no exterior. Na China, o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian <DCIOcv1> apagou a perda registrada pela manhã e encerrou as negociações do dia com alta de 0,63%. No setor, GERDAU PN figurava na ponta negativa com queda de 1,67%.
- PETROBRAS PN tinha elevação de 0,62% antes de prévia operacional do segundo trimestre, que será divulgada após o fechamento do mercado. No exterior, o barril do petróleo Brent avançava 1,13%.
- BRADESCO PN valorizava-se 0,65% e SANTANDER BRASIL UNIT tinha elevação de 0,49% antes da divulgação dos respectivos balanços do segundo trimestre na quarta-feira. ITÁU UNIBANCO PN ganhava 0,84%, enquanto BANCO DO BRASIL ON registrava acréscimo de 0,35% e BTG PACTUAL UNIT tinha alta de 0,7%.
(Por Paula Arend Laier; Edição de Eduardo Simões e Michael Susin)
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