Dólar acompanha exterior e cai ante o real após dado de inflação dos EUA
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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO (Reuters) - Após dois dias de alta firme, o dólar fechou a sexta-feira em baixa no Brasil, acompanhando o recuo da moeda norte-americana no exterior após o índice de inflação PCE, indicador bastante observado pelo banco central norte-americano, ficar em linha com o esperado pelo mercado.
O dólar à vista encerrou a sessão em baixa de 0,49%, aos R$5,3386. Na semana a divisa acumulou alta de 0,34% e, no ano, queda de 13,60%.
Às 17h03 na B3 o dólar para outubro -- atualmente o mais líquido no Brasil – cedia 0,55%, aos R$5,3405.
O Departamento do Comércio dos EUA informou pela manhã que o índice de preços PCE subiu 0,3% em agosto, depois de alta de 0,2% em julho. Nos 12 meses até agosto, o indicador avançou 2,7%, depois de ter subido 2,6% em julho.
O núcleo do índice, que exclui os componentes voláteis de alimentos e energia, teve alta de 0,2% no mês passado, mesma taxa de julho. Nos 12 meses até agosto, houve alta de 2,9% no núcleo, igual a julho.
Os resultados do PCE ficaram em linha com todas as medianas das projeções dos economistas ouvidos pela Reuters, reforçando a perspectiva de novo corte de juros pelo Fed no fim de outubro –- o que, em tese, torna o Brasil ainda mais atrativo ao capital internacional.
Após a divulgação do PCE, o dólar se firmou no território negativo ante o real e, às 15h48, atingiu a cotação mínima de R$5,3362 (-0,54%), alinhado ao recuo da moeda norte-americana também no exterior. Às 17h05 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,36%, a 98,140.
Pela manhã, o Banco Central informou que o Brasil registrou um déficit em transações correntes de US$4,669 bilhões em agosto. Em 12 meses, o déficit acumulado totalizou o equivalente a 3,51% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado foi melhor que o esperado por economistas ouvidos pela Reuters, que projetavam déficit de US$5,5 bilhões em agosto.
O rombo do mês passado foi mais do que compensado pelo saldo de investimentos diretos no país (IDP), de US$7,989 bilhões.
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