Relação do governo com Congresso é negativa para metade dos deputados, mostra pesquisa Genial/Quaest
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Por Eduardo Simões
SÃO PAULO, 12 Dez (Reuters) - Metade dos deputados avalia como negativa a relação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Congresso Nacional, mostrou pesquisa Genial/Quaest nesta sexta-feira, em um momento em que o governo tem pautas prioritárias no Legislativo, algumas delas necessárias para fechar as contas públicas.
De acordo com o levantamento do instituto Quaest, encomendado pela Genial Investimentos, 50% enxergam a relação do Executivo com o Legislativo como negativa, contra 51% que pensavam assim na pesquisa anterior em junho.
Ao mesmo tempo, 31% veem a relação como regular, ante 30% na pesquisa anterior, e 19% a veem como positiva, ante 18%.
Foram entrevistados 167 dos 513 deputados federais entre os dias 29 de outubro e 11 de dezembro. A amostra de parlamentares ouvidos, segundo a Quaest, foi formulada com base na proporção regional e de posicionamento ideológico. A margem de erro é de 7 pontos percentuais.
A pesquisa mostrou ainda que cresceu entre os deputados a avaliação de que Lula é favorito para vencer a eleição presidencial do ano que vem, embora os parlamentares da Câmara ainda vejam um cenário acirrado para o pleito presidencial.
De acordo com o levantamento, 43% veem Lula como favorito, ante 35% em junho, ao passo que 42% veem favoritismo de um candidato da oposição, ante 50% no levantamento anterior.
A pesquisa também apontou divisão sobre se um candidato de oposição a Lula pode vencer sem apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília cumprindo pena por ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado e está inelegível por duas decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Para 42%, um oposicionista pode vencer sem apoio de Bolsonaro, enquanto também 42% acreditam que não é possível um candidato de oposição vencer sem apoio do ex-presidente.
O levantamento apontou ainda que 83% dos deputados entrevistados buscarão um novo mandato na Câmara na eleição do ano que vem, enquanto 6% tentarão outros cargos e 4% não pretendem se candidatar.
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