China deve estabelecer meta de crescimento de 4,5% a 5% em 2026, diz jornal
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PEQUIM, 23 Jan (Reuters) - A China deve estabelecer uma meta oficial de crescimento econômico para 2026 entre 4,5% e 5%, informou o South China Morning Post nesta sexta-feira, refletindo como nem mesmo um superávit comercial de US$1,2 trilhão pode proteger a segunda maior economia do mundo da desaceleração do crescimento global.
A economia chinesa cresceu 5,0% em 2025, atingindo a meta do governo com aumento das exportações para compensar o consumo interno fraco, uma estratégia que os economistas alertam que será cada vez mais difícil de sustentar.
O Fundo Monetário Internacional projeta que o crescimento global vai se manter em 3,3% este ano, igualando-se a 2025, antes de cair um ponto percentual em 2027, o que significa que os exportadores chineses provavelmente precisarão aceitar preços cada vez mais baixos para manterem os embarques recordes.
"Essa meta indicaria tolerância para uma desaceleração moderada... conforme Pequim destaca a importância do desenvolvimento de 'alta qualidade'", disseram as três fontes citadas pelo jornal com sede em Hong Kong.
O Escritório de Informações do Conselho de Estado da China, que lida com consultas da mídia em nome do governo, não respondeu ao pedido de comentário da Reuters.
Pequim lançará seu próximo plano quinquenal em março, na sessão parlamentar anual, onde se espera que a meta de crescimento seja revelada. Alguns analistas especulam que as autoridades poderão manter a meta de 5%, um limite amplamente considerado como o marcador de um desempenho sólido, para que seja visto como um bom começo.
Setenta e três economistas consultados pela Reuters na semana passada disseram que o crescimento deverá desacelerar para 4,5% em 2026 e manter o mesmo ritmo em 2027. O FMI também projeta uma expansão de 4,5% este ano.
(Reportagem de Joe Cash em Pequim; reportagem adicional de Fabiola Arámburo na Cidade do México)
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