Ibovespa fecha em queda pressionado por Vale na volta do Carnaval

Publicado em 18/02/2026 18:03 e atualizado em 18/02/2026 18:45

Logotipo Reuters

Por Paula Arend laier

SÃO PAULO, 18 Fev (Reuters) - O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, na volta do fim de semana prolongado pelo Carnaval, pressionado pelo forte declínio das ações da Vale, enquanto os papéis da Petrobras avançaram com a alta dos preços do petróleo no mercado externo.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,24%, a 186.016,31 pontos, após subir a 187.656,93 pontos na máxima e marcar 185.000,96 pontos na mínima do dia.

O volume financeiro somou R$70,33 bilhões antes dos ajustes finais, em pregão marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e de contrato futuro do índice.

Não houve negociação na B3 no começo da semana, com a sessão sendo retomada no começo da tarde desta quarta-feira. Em Nova York, os pregões também fecharam na segunda-feira, mas reabriram na terça-feira, com alguns ADRs brasileiros registrando perdas.

Nesta quarta-feira, em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, encerrou com acréscimo de 0,56%.

De acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa segue em tendência de alta e mira os 200.000 pontos.

"O próximo grande objetivo de médio prazo — que pode ser alcançado ainda este ano — está na região dos 250.000 pontos, correspondente ao topo do canal de alta de longo prazo", afirmaram no relatório Diário do Grafista.

Do lado da baixa, eles avaliam que o Ibovespa pode continuar o movimento de realização de lucros. "Neste caso, o índice encontrará suportes em 183.000, 180.000 e 177.500 pontos – patamar que mantém o índice em tendência de alta."

A expectativa positiva para as ações brasileiras segue amparada pelo forte fluxo de capital estrangeiro, com o saldo em fevereiro ultrapassando R$8 bilhões até o dia 12, segundo os dados mais recentes disponíveis no site da B3.

DESTAQUES

- VALE ON caiu 3,57%, refletindo em parte ajustes ao movimento de seus ADRs na véspera, quando caíram 4,5% em Nova York. Também no radar está o feriado do Ano Novo Lunar na China, que fechará os mercados naquele país até o próximo dia 23.

- PETROBRAS PN subiu 0,81%, favorecida pela alta dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent fechou com elevação de 4,35%. Na terça-feira, os ADRs das PNs da petrolífera brasileira recuaram 0,99%.

- BTG PACTUAL UNIT avançou 1,23%, com analistas do JPMorgan elevando o preço-alvo das units de R$52 para R$61. SANTANDER BRASIL UNIT, que teve o preço elevado de R$35 para R$40, encerrou com elevação de 1,86%.

- BANCO DO BRASIL ON subiu 1,53%, enquanto ITAÚ UNIBANCO PN ganhou 0,46%, tendo de pano de fundo a elevação do preço-alvo por analistas do JPMorgan de R$46 para R$50. BRADESCO PN caiu 0,29%.

- ASSAÍ ON cedeu 2,63%, tendo de pano de fundo anúncio de plano estratégico do francês Carrefour, que prevê atingir uma participação de mercado de 20% no Brasil até 2030. O UBS BB aumentou o preço-alvo de Assaí de R$9 para R$11,50.

- IRB(RE) ON caiu 3,03%, no segundo pregão seguido, após balanço na noite da última quinta-feira mostrar um lucro líquido um pouco menor do que previam analistas. Na sessão anterior, os papéis fecharam em baixa de 1,36%.

- RAÍZEN PN subiu 6,35%, em sessão de ajustes, após renovar mínimas históricas na última sexta-feira, quando chegou a ser negociada a R$0,60 no pior momento. Após desempenho positivo em janeiro (+27%), o papel já perde 35% em fevereiro.

- KEPLER WEBER ON, que não está no Ibovespa, avançou 7,69%, após nova extensão do prazo de exclusividade para as negociações com a A-AG Holdco (GPT) mirando a potencial combinação das companhias, passando agora para 27 de fevereiro.

(Por Paula Arend Laier)

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Fonte:
Reuters

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Ao continuar com o cadastro, você concorda com nosso Termo de Privacidade e Consentimento e a Política de Privacidade.

0 comentário