Ceron diz que parte dos Estados pediu até 2ª-feira para decidir sobre subvenção ao diesel importado

Publicado em 27/03/2026 18:30

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Por Bernardo Caram

27 Mar (Reuters) - O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, disse nesta sexta-feira que um “conjunto significativo” de Estados sinalizou que vai aderir ao plano de conceder uma subvenção a importadores de diesel, mas parte deles pediu prazo até segunda-feira para uma resposta ao governo federal.

Nesta semana, o Ministério da Fazenda informou ter proposto aos Estados a possibilidade de dar subvenção a importadores de diesel em substituição à proposta anterior de corte direto do ICMS sobre esse produto, mas mantendo o compromisso da União de custear metade da medida.

O plano da Fazenda prevê que União e Estados banquem integralmente o custo do ICMS sobre o diesel importado, de R$1,20 por litro. Na medida temporária, que seria válida até maio, Estados custeariam R$0,60 desse tributo e a União, outros R$0,60.

Em coletiva de imprensa após reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em São Paulo, Ceron afirmou que “um conjunto grande e significativo” de Estados deu "sinalização definitiva" de que vai participar da cooperação e aderir ao plano.

Ele afirmou que outro grupo de entes, não detalhado na entrevista, afirmou que precisaria de mais prazo para tomar a decisão porque depende de ratificação dos respectivos governadores.

Inicialmente, o prazo máximo dado pela Fazenda para resposta dos governadores havia sido estipulado para esta sexta-feira.

Ceron disse que o ideal seria a adesão de todos os Estados à proposta, mas ponderou que a medida poderá ser adotada mesmo que parte deles não participe. Segundo o secretário, a iniciativa será operacionalizada por meio de uma medida provisória a ser editada na próxima semana.

O governo tem estudado ações para mitigar os efeitos da guerra deflagrada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que elevou preços internacionais do petróleo. Neste mês, já foram anunciadas medidas de corte tributário e subvenção sobre o óleo diesel, além de uma taxação sobre as exportações de petróleo.

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Fonte:
Reuters

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