Reabertura de Ormuz e queda do petróleo podem remodelar opções do Fed para futuros cortes de juros

Publicado em 17/04/2026 11:55

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Por Howard Schneider e Ann Saphir

WASHINGTON, 17 Abr (Reuters) - A reabertura dos transportes marítimos no Oriente Médio e a queda dos preços do petróleo nesta sexta-feira aumentaram as apostas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) poderá começar a cortar as taxas de juros já em dezembro, mas as autoridades ainda enfrentam uma perspectiva confusa antes da reunião de política monetária de 28 e 29 de abril.

A reabertura do Estreito de Ormuz anunciada pelo Irã empurrou o petróleo para menos de US$90 por barril pela primeira vez em mais de cinco semanas, mas as autoridades do Fed ainda precisarão avaliar os danos que o conflito de sete semanas causou às tendências subjacentes dos preços, se as hostilidades terminaram definitivamente e se agora estão confiantes de que a inflação cairá para sua meta de 2%.

Após o anúncio de um cessar-fogo entre Israel e o Líbano, o Irã disse nesta sexta que reabrirá o estreito para navegação enquanto durar o cessar-fogo com os EUA, que já estava em vigor.

Os preços do petróleo, que estavam em torno de US$95 por barril, caíram para menos de US$89, e os negociadores de contratos vinculados às taxas de juros do Fed mudaram sua visão de que o banco central permaneceria à margem até bem depois de 2027 para prever uma retomada dos cortes nas taxas no final deste ano.

Em uma entrevista recente à Reuters, a presidente do Fed de San Francisco, Mary Daly, observou como a evolução do conflito e a possível reação dos preços do petróleo se as hostilidades diminuírem podem influenciar a confiança do Fed de que a inflação começará a diminuir em relação aos níveis atuais, cerca de um ponto percentual acima da meta do banco central.

"Desde que o conflito seja resolvido em breve, estaremos em uma situação em que o processo será mais demorado, mas não impedirá o progresso" da inflação, disse Daly. "Apenas leva mais tempo para que tudo isso seja resolvido."

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Fonte:
Reuters

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