Dólar recua no Brasil em linha com exterior
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Por Igor Sodre
SÃO PAULO, 27 Abr (Reuters) - O dólar opera em baixa contra o real nesta segunda-feira, em linha com o movimento da moeda norte-americana no exterior, enquanto os agentes se preparam para as decisões de política monetária do Federal Reserve e do Banco Central brasileiro que serão anunciadas na quarta-feira e monitoram a guerra no Oriente Médio, que segue sem perspectiva de resolução.
Às 10h05, o dólar à vista cedia 0,44%, aos R$4,9735 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- caía 0,48%, aos R$4,9705.
No exterior, o dólar recua ante a maioria das demais divisas. O índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,38%, a 98,266.
As reuniões de política monetária serão o grande foco dos mercados nesta semana, com a "superquarta" trazendo as decisões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) e do Federal Reserve.
Mais cedo, a pesquisa Focus mostrou que analistas consultados pelo Banco Central mantiveram a perspectiva de corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião desta semana, em linha com pesquisa da Reuters.
Já para o Federal Reserve, a expectativa majoritária do mercado é de manutenção nos níveis atuais. Além dele, o Banco Central Europeu, Banco do Japão e Banco da Inglaterra também divulgam suas decisões nesta semana e também devem manter os juros.
Enquanto isso, na cena geopolítica, a perspectiva para conversas de paz no Oriente Médio permanece incerta, mesmo após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que o Irã só precisaria telefonar se quiser negociar o fim da guerra.
Nesse contexto, os preços do petróleo operam em alta, com os contratos futuros do petróleo Brent subindo 2,08%, para US$107,52 por barril.
Contudo, embora o dólar apresente queda ante o real hoje, a divisa pode ficar mais volátil nos próximos dias.
"A moeda segue muito sensível ao noticiário do Oriente Médio, ao petróleo e ao diferencial de juros entre Brasil e EUA, então qualquer surpresa mais dura no Fed ou piora geopolítica pode devolver volatilidade rapidamente ao dólar", disse Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil.
Às 11h30, o Banco Central vai realizar, como de costume, leilão de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio.
(Por Igor Sodré; edição de Isabel Versiani e Camila Moreira)
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