Durigan defende discussão sobre possíveis ajustes no cálculo da inflação
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Por Bernardo Caram
BRASÍLIA, 15 Jun (Reuters) - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se mostrou favorável a uma discussão sobre possíveis ajustes na apuração da inflação no Brasil, argumentando que estudiosos apontam uma defasagem na composição dos índices de preços.
Em podcast produzido pela Warren Investimentos, Durigan afirmou que o modelo vigente no país dá peso para componentes que perderam relevância, enquanto há uma representação menor de itens que ganharam importância nos últimos anos.
"O nosso modelo, por exemplo, dá peso para coisas que hoje não têm mais o peso que tinham anteriormente, e coisas que hoje têm peso, assinatura de streaming, serviço de nuvem às vezes já pesam muito mais do que algo que estava na metodologia há décadas", afirmou.
A entrevista foi gravada na sexta-feira e divulgada nesta segunda-feira.
O ministro ainda disse ver com bons olhos o debate sobre aprimoramentos no boletim Focus do Banco Central para que a pesquisa ganhe mais transparência.
Na entrevista, ele afirmou que não mexeria na meta de inflação, hoje em 3%, apesar de avaliar que o mecanismo de alvo contínuo adotado pelo atual governo ainda não foi digerido pela sociedade e por estudiosos.
Ao abordar o nível elevado dos juros no país, Durigan apontou a volatilidade cambial e o baixo nível de poupança no país como fatores que impactam negativamente a política monetária.
"A questão da poupança é um elemento importante, a volatilidade no mercado de câmbio brasileiro é outro mecanismo que a gente ouve muito, ainda que não se diga muito isso, tem um prêmio de risco que o Brasil tem que pagar para garantir alguma estabilidade", disse.
O ministro reconheceu também que a política fiscal tem impacto na política monetária, argumentando ser importante conter o avanço em despesas obrigatórias para abrir espaço para investimentos.
Ele voltou a afirmar que o governo insistirá nas negociações para que o Congresso Nacional não aprove pautas-bomba, de elevado impacto fiscal, que poderiam impactar inflação, carga tributária e nível dos juros.
Caso as medidas sejam aprovadas, segundo o ministro, o governo caminhará para fazer vetos e poderá acionar o Supremo Tribunal Federal (STF).
A equipe econômica do governo estimou na semana passada que proposições em tramitação no Congresso somam impacto fiscal estimado em R$111 bilhões por ano, incluindo medidas como uma ampla renegociação de dívidas rurais, elevação do teto do Simples Nacional e aumento de pisos salariais de categorias profissionais.
(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)
2 comentários
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Adilson Garcia Miranda São Paulo - SP
Se a inflação está aumentando, ajuste-se o cálculo!
O Lula trocou o presidente do IBGE justamente para roubar no indice de inflaçao---A divida do governo esta' em IPCA + ou seja esbravejou mas nao conseguiu baixar os juros entao vai baixar o IPCA que e' a inflaçao
Henrique Afonso Schmitt blumenau - SC
O Durigan está "viajando na bactéria"! Streaming, serviço de nuvem...O governo quer distanciar mais ainda os preços reais que quase sempre estão mais inflacionados do que os cálculos do governo indicam. Quem ainda acredita que a inflação calculada pelo IBGE é confiavel? NINGUÉM, ou QUASE NINGUÉM.
Mas o "TREM DA ALEGRIA" DO GOVERNO PREFERE VOLUME DE MÃO DE OBRA A QUALIDADE DE MÃO DE OBRA! TÁ CHEIO DE ESCRAVOS DO ESTADO PAGANDO IMPOSTO PARA SUSTENTAR TODA ESTA MÁQUINA PÚBLICA... ESPERO QUE ISSO AINDA MUDE!!!Se inflamação está aumentando, ajuste-se o cálculo
Inflação