Ibovespa fecha quase estável em dia de volume reduzido; Embraer cai mais de 2%

Publicado em 29/06/2026 17:41 e atualizado em 29/06/2026 19:14

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SÃO PAULO, 29 Jun (Reuters) - O Ibovespa flertou com os 174 mil pontos, mas fechou com um declínio marginal nesta segunda-feira, tendo Embraer entre as principais pressões negativas, em sessão com volume reduzido. 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,05%, a 173.205,35 pontos, após os ajustes de fechamento, tendo marcado 172.392,54 pontos na mínima e 173.891,53 pontos na máxima do dia. 

Em dia com jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo no meio do pregão, o volume financeiro somou R$14,167 bilhões, de uma média diária de R$30,675 bilhões no mês. O Brasil venceu o Japão por 2 a 1.

De acordo com análise gráfica semanal de analistas do BB Investimentos, o desempenho recente do Ibovespa sugere um possível alívio na sequência de quedas que vinha ocorrendo desde a segunda quinzena de abril.

"Para confirmar o retorno à tendência de curto prazo de alta, o índice precisa fechar acima dos 176 mil pontos, com o objetivo seguinte já na casa dos 182.900", afirmaram em relatório a clientes.

No exterior, o norte-americano S&P 500 subiu mais de 1%, com a recuperação de ações do setor de tecnologia e o cenário geopolítico no radar.

Equipes técnicas do Irã e dos Estados Unidos que trabalham na implementação de um acordo de paz provisório devem se reunir em Doha nos próximos dias, disse uma fonte à Reuters, após ataques recíprocos no fim de semana.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que haveria uma reunião em Doha na terça-feira, mas não deu detalhes.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, porém, disse que não há negociações agendadas entre o Irã e os Estados Unidos para os próximos dias.

DESTAQUES

• ITAÚ UNIBANCO PN avançou 0,4%, em sinal acompanhado pelo BRADESCO PN, que fechou em alta de 1,4%, e SANTANDER BRASIL UNIT, que subiu 1,78%. BANCO DO BRASIL ON recuou 0,39%. O governo apresentou nesta segunda-feira uma nova etapa do programa Desenrola, com o foco na renegociação de dívidas de pessoas que estão com as contas em dia, além de uma nova linha de crédito consignado privado com garantia do FGTS.

• PETROBRAS PN fechou com acréscimo de 0,21%, em dia de alta dos preços do petróleo no mercado internacional. O barril sob o contrato Brent subiu 1,61%. A estatal também antecipou à Reuters que o campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, atingiu na última sexta-feira novo recorde de produção média diária, de 1,2 milhão de barris por dia de petróleo, com o impulso de novas plataformas. O campo é o maior do mundo em águas profundas.

• VALE ON encerrou com variação negativa de 0,03%, tendo como pano de fundo desempenho misto dos preços futuros do minério de ferro na Ásia.

• EMBRAER ON recuou 2,1%, em sessão de ajustes, após quatro altas seguidas, período em que acumulou uma valorização de quase 5%. No acumulado do mês, o papel sobe 9,66%.

• AZZAS 2154 ON perdeu 3,21%, no segundo pregão de correção, após ganho forte recente na esteira do anúncio pela companhia e que contratou o Morgan Stanley para avaliar alternativas estratégicas envolvendo a marca Farm Rio, com o objetivo de destravar valor dessa marca. Na última sexta-feira, a companhia também divulgou que a marca Hering não está à venda, e que não há, no âmbito da companhia, quaisquer tratativas nem negociações em curso.

• COSAN ON cedeu 1,33%, tendo no radar anúncio da companhia de que está avaliando potenciais alternativas relacionadas à participação que detém na Rumo, em linha com a sua estratégia de desalavancagem e otimização de estrutura de capital. RUMO ON perdeu 0,58%.  O colunista Lauro Jardim, de O Globo, também publicou no fim de semana que o Grupo Ultra desistiu de comprar a Rumo. ULTRAPAR ON fechou o dia em alta de 2,81%.

• BRASKEM PNA avançou 5,76%, após duas quedas fortes seguidas. Na sexta-feira, a companhia afirmou que obteve decisão favorável da Justiça para a suspensão por 60 dias da cobrança de dívidas por determinados credores financeiros.

• MOTIVA ON valorizou-se 1,52%, endossada por relatório de analistas do Citi, elevando a recomendação dos papéis para compra.

(Por Paula Arend Laier; Edição de Igor Sodré)

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Fonte:
Reuters

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