A mágica do aparente sucesso da economia brasileira está na política suicida elogiada pelo mercado financeiro internacional.

Publicado em 27/03/2010 08:05 697 exibições

A  mágica do aparente sucesso da economia brasileira está na política suicida elogiada pelo mercado financeiro internacional.

 

O mundo se curva aos sólidos fundamentos econômicos do Brasil

Prêmio “Estadista Mundial” concedido ao Presidente Lula pelo mercado financeira internacional 

 

- Em 2009 o Brasil pagou juros reais positivos de 12,57% ao ano e recebeu nas aplicações das reservas juros reais negativos de 3,8% ao ano (juros zero e inflação americana de 3,8% ao ano). Um ganho real para o mercado financeiro internacional de 16,37% ao ano (Fonte MF).  

 

Com essa política:

 

1 - O câmbio fica contido.

 

2 - A inflação fica sob controle.

 

3  - Gera créditos abundantes.

 

4 - Gera crescimento econômico.

 

Como consequência gera as afirmações abaixo:

 

Aumento de carga tributária versus déficit fiscal nominal

 

- De janeiro de 2003 até dezembro de 2009 a União gerou um déficit fiscal nominal de  R$ 708,4 bilhões (4,18% do PIB) com a agravante do aumento real da carga tributária da União em 12,86% do PIB (22,08% do PIB em 2002 para 24,92% do PIB em 2008) (Fonte MF).

 

Dívida Interna da União teve aumento real em relação ao PIB de 14,57%

 

- Em 2002 a dívida interna da União (em poder do mercado e do Banco Central) era de R$ 841,0 bilhões (56,91% do PIB), em 2009 era de R$ 2.037,6 bilhões (65,20% do PIB). Aumento nominal de 142,28% e aumento real em relação ao PIB de 14,57% (Fonte MF).

 

Não há necessidade de ser economista para concluir que essa política criminosa e irresponsável vai explodir.

 

 

----- Original Message -----

From: Luciano Moraes

To:[email protected]

Sent: Friday, March 26, 2010 10:31 PM

Subject: FW: Tem quem defende o Lulla 092

 

ola Ricardo!
 
Boa noite!
 
Amigo, sou leigo no assunto. Não sei se entendi bem... mas em poucas palavras, o que sustenta tudo é a política de juros altos que atraem capital estrangeiro e faz com que, se aparente, uma redução das dívidas interna e externa do país. E além disso, o PIB, subiu muito. Correto? Foi devido às altas das comódites que representam grande parte do PIB, como por exemplo as exportações agrícolas que representam cerca de 33% do PIB?
 
Ou seja, se houver uma  grande retirada de capital estrangeiro, e/ou se o PIB diminuir, as dívidas (percentuais ao PIB) aumentam? É isso?
 
Obrigado Ricardo.
 
Boa noite!
 
Abraços
 

From: [email protected]
To: ;
Subject: Tem quem defende o Lulla 092
Date: Tue, 23 Mar 2010 05:40:09 -0300

Amigo Paulo 

 Atendendo sua solicitação segue abaixo explicação sobre a Dívida Interna e Externa da União. 

1 _ Em 2002 a dívida externa bruta da União era de US$ 127,8 bilhões (25,32% do PIB), em 2009 era de US$ 287,9 bilhões (18,40% do PIB). Aumento nominal de 125,27% e queda real em relação ao PIB de 27,33 %. 

2 – Em 2002 a dívida interna bruta da União (em poder do mercado e do Banco Central) era de R$ 841,0 bilhões (56,91% do PIB), em 2009 era de R$ 2.037,6 bilhões (65,20% do PIB). Aumento nominal de 142,28% e aumento real em relação ao PIB de 14,57%. 

3 – Com base nos itens acima podemos concluir que a dívida bruta total da União (Interna e externa) era de 82,23% do PIB em 2002, aumentando para 83,60% do PIB em 2009. Aumento real em relação ao PIB de 1,67%. 

4 – Em 2002 as reservas eram de US$ 37,8 bilhões (7,53% do PIB), em 2009 de US$ 238,5 bilhões (15,24% do PIB). Aumento nominal de 530,95% e aumento real em relação ao PIB de 102,39%. O volume das reservas fez com que o aumento real da dívida bruta de 1,67% do PIB se transformasse em redução real de 8,49% do PIB na dívida líquida.  

Em vista do acima exposto o Brasil depende das reservas para aparentar ser uma nação com os fundamentos econômicos sólidos, para tanto pagou, no ano de 2009, juros reais médios em torno de 12,57% ao ano, enquanto todas as moedas do planeta pagaram juros reais negativos. Cabe lembrar que as nossas reservas (US$ 238,5 bilhões) foram remuneradas, no ano de 2009, com juros reais negativos de 3,6% ao ano nos Estados Unidos (Juros zero e inflação americana de 3,6 % ao ano). 

Investimentos Externos Líquidos (Diretos e Indiretos) 

Série histórica dos investimentos externos líquidos (diretos e indiretos) com base na média/ano foi como segue: 85/89 (negativo de US$ 6,3 bilhões = -2,14% do PIB); 90/94 (positivo de US$ 7,0 bilhões  = 1,57% do PIB); 95/02 (positivo de US$ 24,3 bilhões = 3,46% do PIB). De janeiro de 2003 até dezembro de 2009 (positivo de US$ 28,3 bilhões = 2,59% do PIB). 

Quadro Demonstrativo VII - Dívida Líquida

Total da União (Interna e Externa)

Fonte MF - Base R$ bilhões.

Itens

1994

% PIB

2002

% PIB

2009

% PIB

DMIM

32,1

9,19

558,9

37,82

1.398,4

44,75

DMIBC

33,5

9,59

282,1

19,09

639,2

20,45

DET

22,2

6,35

262,9

17,79

98,7

3,16

Total

87,8

25,13

1.103,9

74,70

2.136,3

68,36

Legenda: DMIM - Dívida Mobiliária Interna em Poder do Mercado;

DMIBC - Dívida Mobiliária Interna em Poder do Banco Central;

DET - Dívida Externa Líquida. 

Quadro Demonstrativo VI - Composição da Dívida Externa Total Líquida

Fonte BCB – Base US$ bilhões.

Discriminação

1994

%PIB

2002

%PIB

2009

% PIB

Dívida Bruta  Pública

73,6

13,55

127,8

25,32

287,9

18,40

Reservas (1)

(38,8)

(7,20)

(37,8)

(7,53)

(238,5)

(15,24)

Dívida Líquida

34,8

6,35

90,0

17,79

49,4

3,16

Dívida Privada

72,6

13,43

99,5

19,78

(5,7)

(0,36)

Dívida Total

107,4

19,78

189,5

37,57

43,7

2,80

(1) Conceito de caixa

 

 

Ricardo Bergamini
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Fonte:
Ricardo Bergamini

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