Bovespa fecha em alta de 3,55%, mas acumula queda de quase 5% na semana

Publicado em 21/05/2010 17:59 255 exibições

A recuperação vista nesta sexta-feira na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) não foi suficiente para apagar as fortes perdas acumuladas nos últimos seis dias úteis. Em momento de "trégua" na crise, investidores correram atrás de oportunidades e as ações da Vale, papel mais movimentado do mercado brasileiro, subiram em torno de 7%. Analistas não veem, no entanto, sinais de uma "virada" na tendência de baixa, que continua predominante.

Na semana, a Bolsa brasileira desvalorizou 4,97%, num reflexo da aversão extrema ao risco que contaminou os mercados neste período.

O índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, subiu 3,55% no fechamento, aos 60.259 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,52 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones (da Bolsa de Nova York) ganhou 1,25% na conclusão das operações.

Na Europa, as principais Bolsas ainda fecharam com perdas, a exemplo de Londres (baixa de 0,20%) e Frankfurt (retração de 0,65%).

E no mercado brasileiro, a ação preferencial da mineradora brasileira, que sozinha movimentou mais de R$ 1 bilhão em negócios, teve alta de 7,44%; A ação ordinária da OGX, outro papel bastante negociado, valorizou 3,39%.

"Ontem, todos os mercados caíram muito fortemente, e o repique de hoje foi até muito natural. Agora, as incertezas continuam muito fortes. Não é o momento de fazer grandes apostas. A volatilidade ainda deve continuar pelos próximos 30 dias", comenta Clodoir Vieira, economista-chefe da corretora Souza Barros.

O dólar comercial foi mantido em R$ 1,861. Na semana, o preço da moeda americana ficou 3,16% mais alto. A taxa de risco-país marca 243 pontos, número 0,4% acima da pontuação anterior.

Em um dia esvaziado de indicadores mais importantes, os investidores reagiram positivamente à notícia de que o parlamento alemão aprovou a contribuição desse país, a maior economia da Europa, no plano de 750 bilhões de euros, acordado entre a União Europeia e o FMI (Fundo Monetário Internacional).

A estimativa do PIB (revisão final) da Alemanha apontou uma variação de 1,7% no primeiro trimestre, sem alterações sobre a cifra previamente divulgada.

Fonte:
Folha Online

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