Bovespa fecha em queda de 0,23%, mas ganha 2,8% na semana

Publicado em 28/05/2010 18:05 375 exibições

A cautela prevaleceu entre os investidores e a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) não evitou um novo dia de queda, sucedendo dois dias consecutivos de ganhos. O rebaixamento do "rating" espanhol e a perspectiva de um período tumultuado na próxima semana desestimularam novas apostas. Em meio a indicadores econômicos importantes previstos nos EUA, China e Europa, há dois feriados marcados (segunda-feira nos EUA; quinta-feira no Brasil).

Na semana, a Bolsa teve valorização de 2,8% mas, no mês, acumula retração de 8,3%. O dólar teve decréscimo de 2,7% na semana, em contraste com o avanço de 4,14% no mês.

O Ibovespa, principal termômetro dos negócios da Bolsa paulista, retraiu 0,23% no fechamento, cedendo para os 61.946 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,83 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones (da Bolsa de Nova York, caiu 1,19% no final do expediente.

O dólar comercial foi vendido por R$ 1,810, em um decréscimo de 0,87%. A taxa de risco-país marca 234 pontos, número 3% acima da pontuação anterior.

A notícia do dia, que azedou o relativo bom humor dos investidores, veio da agência Fitch Ratings, que rebaixou a nota de risco de crédito para os títulos da dívida espanhola, de "AAA" (a melhor classificação possível) para "AA+". Um mês antes, a Standard &Poor's já havia feito o mesmo.

A agência citou as medidas de austeridade fiscal adotadas pela Espanha como um fator que deve retardar o crescimento do país. Horas antes do anúncio da Fitch, o governo desse país havia divulgado uma projeção menor de crescimento (2,5%) para 2010 ante a estimativa anterior (2,9%).

"Para mim, essas agências de risco, e o FMI, estão sempre atrás do mercado, sempre revendo suas projeções quando todo mundo já fez. Como um país como a Espanha, com os problemas que têm, podia ser considerado 'triple A'?", questionou Luiz Gustavo Medina, economista da M2 Investimentos.

Entre outras notícias importantes do dia, o governo americano revelou que o nível de renda dos cidadãos teve um aumento de 0,4% no mês de abril, em linha com as expectativas, mas que o nível de gastos ficou praticamente estável, em um ritmo mais lento do que o esperado pelo mercado financeiro.

A sondagem da Universidade de Michigan mostrou que o nível de confiança dos americanos na economia de se país melhorou entre abril e maio: o índice apurado pela entidade teve uma leitura de 73,6 pontos, ante 72,2 pontos em abril. Economistas de Wall Street previam uma cifra em torno de 73,3 pontos.

No front doméstico, a FGV apontou inflação de 1,19% em maio, ante 0,77% em abril, pela leitura do IGP-M, utilizado para o reajuste dos aluguéis. Economistas de bancos e corretoras estimavam uma variação de 1,29%.

Fonte:
Folha Online

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