Bovespa firma recuperação e valoriza 0,54% no fechamento

Publicado em 23/06/2010 18:14 216 exibições

Alternando entre altas e baixas, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) conseguiu encerrar o dia em um tom mais positivo que os mercados externos. Investidores mostraram disposição para voltar às compras, mesmo num dia de notícias negativas sobre o setor imobiliário americano. No front doméstico, o volume de crédito nacional bateu novo recorde, na casa do R$ 1,5 trilhão.

O índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, avançou 0,54% no fechamento, atingindo os 65.160 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,79 bilhões, ainda abaixo da média do mês (R$ 6 bilhões/dia) e do ano (R$ 6,7 bilhões/dia). Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, teve alta de 0,05% no encerramento das operações.

O principal destaque negativo do dia foram as ações da Petrobras. Ontem à noite, a estatal anunciou o adiamento da oferta pública de ações (capitalização) de julho para setembro.

Analistas não apreciaram o fato de que a estatal usou como argumento o atraso na confecção no laudo necessário para o processo de cessão onerosa, quando meses atrás a diretoria da estatal havia salientado de que faria a oferta pública "de qualquer jeito". "O que mudou [nesse período], é isso o que o mercado está se perguntado agora", questiona Erick Scott, analista da corretora SLW.

A ação preferencial recuou 2,09% enquanto a ordinária desvalorizou 1,86%. Juntos os dois papéis movimentaram mais de R$ 800 milhões em negócios no pregão de hoje.

O dólar comercial foi vendido por R$ 1,792, em alta de 0,56%. A taxa de risco-país marca 235 pontos, número 1,73% acima da pontuação anterior.

Entre as principais notícias do dia, o banco central dos EUA decidiu manter as taxas básicas de juros na "banda" entre zero e 0,25% ao ano, em linha com as expectativas do mercado financeiro. Em seu comunicado oficial, o BC americano observou uma recuperação gradual do mercado de trabalho, mas que o nível de desemprego continua alto (em torno de 10%).

Horas antes, o governo desse país havia reportado uma queda de 32,7% nas vendas de casas novas em abril. O número foi ainda pior do que o esperado por economistas do setor financeiro, que já previam um decréscimo de 18,7% para o período.

Ontem, uma pesquisa privada informou uma retração de 2,2% nas vendas de casas usadas em abril, em outro desempenho frustrante do setor imobiliário.

Ainda na cena externa, a empresa de pesquisas Markit apontou uma expansão mais lenta do nível de atividade, tanto no setor de serviços quanto manufatureiro, entre as empresas na zona do euro, em junho.

No front doméstico, a FGV apontou um aumento da confiança do consumidor brasileiro na economia já pelo quarto mês consecutivo. O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) subiu 1,9% entre maio e junho de 2010, ao passar de 116,3 para 118,5 pontos.

O Banco Central revelou que o volume de crédito no país atingiu a marca recorde de R$ 1,5 trilhão em maio (45,3% do PIB), o que representa um aumento de 2% no mês e de 19% em 12 meses. Também comunicou que os juros bancários subiram pelo segundo mês consecutivo no período. O BC ainda manteve a previsão de carteira de crédito em 20% para este ano.

Fonte:
Folha Online

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