Crédito Rural é inacessível para 90% dos sojicultores de MT

Publicado em 05/07/2010 09:34 274 exibições
Os recursos federais disponíveis para a safra 2010/2011, cuja liberação começou nesta quinta-feira (1º), serão contratados por menos de 10% dos sojicultores mato-grossenses. De acordo com o gerente do Departamento Técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Tiago Mattosinho, o crédito oficial é inacessível para mais de 90% dos produtores de soja do Estado. De acordo com ele, problemas de questões ambientais, fundiárias e dívidas agrícolas são fatores que impedem o produtor a tomar o crédito oferecido pelo governo.

Ele ressalta ainda que há urgência na reforma da política agropecuária brasileira. "Há muitas desigualdades". Conforme Mattosinho, a falta de renda dos produtores e as dificuldades da atividade deveriam ter mais atenção do governo. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) avisa que o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) para o novo ciclo terá à disposição do segmento empresarial R$ 100 bilhões. Outros R$ 16 bilhões serão direcionados para a agricultura familiar. Para contratar o financiamento, o interessado deve procurar uma agência bancária que atue com carteira de crédito rural e conferir as modalidades, limites por produtor, taxas de juros, prazos para pagamento e demais condições.

Medidas - Na safra 2010/2011, novas medidas irão estimular o fortalecimento da classe média rural, incluindo R$ 5,65 bilhões do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). De acordo com o gerente técnico da Famato, essa medida tem pouco efeito no Estado. Ele explica que os produtores, considerados de médio porte no âmbito nacional, são caracterizados como pequenos em Mato Grosso.

Conforme o Mapa, também há incentivos extras para práticas sustentáveis, como redução da emissão de gases de efeito estufa na lavoura, do programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC). Uma linha de crédito de R$ 2 bilhões, a taxas de juros de 5,5%, está disponível para essa finalidade, além de mais R$ 1,5 bilhão para promover a produção sustentável.

Leilão de milho - Apenas 4,36% das 600 mil toneladas de milho ofertadas durante o 4ª edição do leilão de Prêmio para Escoamento da Produção (PEP) foram comercializados pelos produtores de Mato Grosso. Apenas a Região Nordeste não vendeu nada das 5 mil toneladas do grão disponibilizadas. A região Oeste mato-grossense comercializou 78,8% de 100 mil toneladas. As demais regiões do Estado negociaram todo o milho ofertado.

Fonte:
Gazeta Digital

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