Dólar fecha em alta de 0,35%, a R$ 1,758; Bovespa cai 0,88%

Publicado em 10/08/2010 17:10 158 exibições

A taxa de câmbio doméstica fechou em alta nesta terça-feira, em meio a deterioração do humor dos investidores no mercado acionário no Brasil e no exterior. Dados econômicos ruins nos EUA e na China fizeram as Bolsas caírem desde o início do dia.

O aguardado comunicado do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA) após reunião para decidir o futuro da taxa básica de juros da economia surprrendeu os analistas, com o anúncio de medidas para estimular o crescimento, mas, por outro lado, mostrou uma visão mais pessimista da situação no país.

"Os mercados amanheceram mais pessimistas por causa dos números na China e permaneceram assim o dia todo. No fim da sessão, o Fed divulgou que vai reinjetar dinheiro na economia como forma de estímulo, fazendo com que as cotações de moedas do mundo todo frente ao dólar começassem novamente a retroceder", afirmou André Ferreira, da corretora Futura.

De acordo com ele, a medida mostra que vai haver mais dólar em circulação e, portanto, ajuda a cotação da moeda a cair.

Nesse cenário, o dólar comercial fechou bem próximo da mínima do dia, trocado por R$ 1,758, alta de 0,34%, nas últimas operações. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,756 e R$ 1,765. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 1,88, estável.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) registra perdas de 0,88%, aos 67,258 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,82 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York tem queda de 0,31%.

O Federal Reserve anunciou medidas adicionais para reduzir o custo dos empréstimos, em meio à frágil recuperação da economia norte-americana, anunciando que usará recursos de ativos de hipotecas que estão vencendo para comprar mais títulos públicos.

O BC, que manteve a taxa de juro no intervalo entre zero e 0,25%, também renovou seu compromisso de mantê-las nesse nível por um período prolongado, conforme esperado.

A decisão de reinvestir recursos de mais de US$ 1,3 trilhão de ativos ligados a hipotecas, num esforço para manter baixos os custos dos empréstimos, representa uma importante mudança política para a autoridade monetária.

No comunicado, porém, o Fed afirmou que a recuperação em curso e o emprego "têm desacelerado nos últimos meses".

No começo do dia, um relatório mostrou que as importações na China estão caminhando para a estagnação, o que poderia prejudicar diversas economias que dependem diretamente das exportações.

Nos EUA, o Departamento do Trabalho divulgou hoje que a produtividade fora do setor agrícola nos EUA diminuiu no segundo trimestre pela primeira vez em um ano e meio. O índice declinou a uma taxa anual de 0,9%, após subir 3,9% no primeiro trimestre. Foi a primeira vez desde o quarto trimestre de 2008 que a produção por trabalhador caiu.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas fecharam em alta.

No contrato para outubro deste ano, a taxa prevista ficou em 10,70%; no contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada foi para 10,77%; e no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista subiu de 11,52% para 11,54%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Fonte:
Folha Online

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