Dólar fecha a R$ 1,72; Bovespa ganha 0,73%

Publicado em 22/09/2010 17:05
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A taxa de câmbio brasileira teve uma alta modesta nos negócios desta quarta-feira, em um dia relativamente volátil para os mercados mundiais, marcado também por novas declarações oficiais em torno do Fundo Soberano.

Nesse contexto, o dólar comercial foi trocado por R$ 1,722, em alta de 0,23%, nas últimas operações de hoje. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,725 e R$ 1,705. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,840 para venda e por R$ 1,660 para compra.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) sobe 0,73%, aos 68.206 pontos. O giro financeiro é de R$ 6,67 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York recua 0,22%.

O Banco Central realizou o seu primeiro leilão para compra de moeda no horário regular --por volta das 12h (hora de Brasília)-- mas "demorou" para entrar pela segunda vez no mercado: o último leilão do dia foi convocado às 16h07.

O leilão "tardio" pode ter contribuído para puxar um pouco os preços, num ambiente de negócios onde a direção predominante das cotações é para baixo. Em 15 dias úteis deste mês, a taxa cedeu em 11.

Há razões de sobra: ontem, o próprio BC já havia informado que o fluxo de dólares para o país bateu a marca dos US$ 11 bilhões somente neste mês, o mais alto desde outubro de 2009.

Diante desse cenário, alguns analistas já começaram a avaliar a perspectiva romper o "piso" informal de R$ 1,70, rumo aos R$ 1,65, até mesmo no curto prazo. Mas a opinião está longe de ser consensual entre profissionais do setor.

"É um longo caminho a percorrer [até R$ 1,60], mesmo porque, lá fora, o mercado está muito volátil. Acredito que mesmo entre os vendedores há uma certa resistência em ver o dólar cair muito além do que já caiu", comenta Carlos Alberto Postigo, gerente da área de câmbio turismo do Banco Paulista. O profissional lembra que a taxa de R$ 1,70 é uma "barreira" que os agentes financeiros têm respeitado sistematicamente.

Analistas admitem que esse "respeito" pode ser parcialmente atribuído à "artilharia verbal" do governo. Hoje, o ministro Guido Mantega (Fazenda) deu mais detalhes sobre as compras do Fundo Soberano, afirmando que o agente financeiro do FSB deve ser mesmo o Banco Central. "Está pronto. Não precisa de mais regulamentação, basta a secretaria do Tesouro determinar o momento", afirmou.

O governo não tem meta declarada para a taxa de câmbio e suas intervenções no câmbio são justificadas pelo argumento de que é necessário evitar uma valorização excessiva da moeda, o que pode ter impactos na balança de pagamentos do país.

"Não se trata de evitar a valorização, que é normal. Mas de evitar a valorização excessiva. Com câmbio, não pode ser precipitado. Não vamos dar tiro de canhão em formiga", acrescentou o ministro.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas subiram na maior parte dos contratos negociados.

No contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada avançou de 10,66% para 10,67%. E no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista passou de 11,51% para 11,57%.

Os números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Fonte: Folha Online

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