Dólar fecha a R$ 1,71, a maior taxa do mês; Bovespa cai 0,16%

Publicado em 10/11/2010 17:15
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O nervosismo dos agentes financeiros puxou os preços da moeda americana para a casa de R$ 1,71, na jornada desta quarta-feira. Nos próximos dias, o mercado deve repercutir os dois principais eventos da semana: a reunião de cúpula do G20 e a divulgação de indicadores fundamentais da China, hoje uma das maiores forças da economia mundial.  

O dólar comercial oscilou entre R$ 1,718 e R$ 1,700, para finalizar o expediente em R$ 1,711, valor 0,70% acima da taxa do fechamento de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,810 para venda e por R$ 1,650 para venda.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) cai 0,16%, aos 71.568 pontos. O giro financeiro é de R$ 5,34 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York perde 0,15%.

Nesta semana, as mesas de operações têm refletido rumores sobre as possíveis novas medidas que o Banco Central brasileiro pode adotar para fazer frente à desvalorização cambial.

Além desse fator, os profissionais da Wagner Investimentos, Milton Wagner e José Raymundo de Faria Júnior, listam pelo menos outros três motivos que podem pressionar as cotações no curto prazo: o aumento do risco nos países europeus com as finanças mais fragilizadas (como Portugal e Grécia), alguma precaução a respeito da reunião do G20, e o temor de que a China torne a aumentar os juros básicos da economia.

Hoje, as autoridades chinesas anunciaram o aumento da taxa de depósito compulsório de seus maiores bancos, em uma nova medida para conter o fluxo de capital para o país e pressiona os preços dos ativos. O banco BNP Paribas, em nota aos clientes, afirmou que essas instituições devem separar a taxa recorde de 18% de suas reservas.

Entre outras notícias importantes do dia, o Banco Central brasileiro informou que o país teve um fluxo cambial (diferença entre saídas e entradas de dólares) negativo em US$ 1,4 bilhão na primeira semana deste mês. No ano, o fluxo cambial está positivo em US$ 22,633 bilhões. No mês passado, o fluxo de câmbio também ficou positivo, em US$ 6,917 bilhões.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas mostraram direções mistas entre os contratos mais negociados, após dias de forte alta, com rumores sobre o Banco Central e o possível retorno da CPMF (o "imposto do cheque").

A inflação medida pelo IGP-DI teve alta de 1,03% em outubro ante 1,10% em setembro, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas. Economistas do setor financeiro estimavam uma variação de 0,88% para o período.

No contrato para julho de 2011, a taxa projetada subiu de 10,97% ao ano para 10,98%; para janeiro de 2012, a taxa prevista foi mantida em 11,52%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada recuou de 11,97% para 11,90%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Fonte: Folha Online

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