Mercados da Ásia têm queda forte por Irlanda

Publicado em 23/11/2010 08:09 163 exibições
As Bolsas de Valores da Ásia encerraram em baixa nesta terça-feira, pressionadas pela crise de dívida da Irlanda e temores de que a situação no país possa disparar uma crise de maiores proporções na zona do euro.

O euro, que havia inicialmente subido na segunda-feira com notícias de que a Irlanda havia aceito um pacote de ajuda da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional reverteu o curso. O movimento ocorreu com as dificuldades do governo de coalizão em Dublin, altamente impopular com a explosão da crise, em aprovar medidas de austeridade que são condições para o recebimento da ajuda.

"Eles resolveram o problema da dívida da Grécia, estão resolvendo o problema na Irlanda, mas agora as pessoas estão se perguntando qual será o próximo. A turbulência política na Irlanda também não ajuda", disse Grant Turley, estregista do ANZ, em Sydney.

Às 8h04 (horário de Brasília), o índice que reúne Bolsas de Valores da região Ásia-Pacífico, exceto Japão, tinha forte queda de 2,3%. A Bolsa de Tóquio não operou por feriado.

As maiores quedas ocorreram nas Bolsas de Hong Kong e Xangai, que tombaram 2,67% e 1,94%, respectivamente. Medidas de autoridades para resfriar o mercado imobiliário continuam a pesar sobre as Bolsas na China.

"O fato da confiança ter mudado tão rapidamente, de que o governo irlandês está rumando para uma eleição e que a Moody's está falando em reduzir o "rating" da Irlanda não estão ajudando", disse Greg Gibbs, estrategista do RBS.

"Isso revela falta de demanda por títulos soberanos europeus e ativos financeiros e sinaliza um risco de queda para o euro."

Com a instabilidade na Europa, o dólar subiu na sessão contra uma cesta de moedas. Um dólar mais forte frequentemente pesa sobre os mercados de commodities.

A Bolsa de Sydney caiu 1,17%, com mineradoras BHP Billiton e Rio Tinto perdendo mais de 1% cada. Em Seul, a Bolsa de valores recuou 0,79%, Taiwan se desvalorizou em 0,55% e Cingapura encerrou em queda de 2%.

Fonte:
Reuters

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

0 comentário