Dólar começa 2011 no menor nível em mais de 2 anos, a R$ 1,65; Bovespa sobe

Publicado em 03/01/2011 16:20 278 exibições

Com o mercado de ações em alta e o volume de negócios abaixo do normal nesta segunda-feira, o dólar teve mais um movimento "exagerado" de queda e fechou no menor nível desde setembro de 2008.

"A queda registrada hoje foi meio exagerada pelas notícias que a gente tem. O mercado está bem fraco, e a previsão é que continue assim ao longo da semana", afirmou Felipe Pellegrini, gerente da mesa de operações do banco Confidence. "Ainda tem bastante gente de férias, o que diminui o volume negociado e pode alterar ou distorcer a taxa."

Apesar do baixo volume, o Banco Central não deixou de ir ao mercado para comprar moeda. A autoridade monetária atuou em dois momentos do dia, com taxas de corte de R$ 1,6520 e R$ 1,6498.

Nesse cenário, o dólar comercial foi cotado por R$ 1,651 nas últimas operações do dia, o que representa uma queda de 0,90% sobre o fechamento de quinta-feira. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,644 e R$ 1,658. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 1,760 para venda, em queda de 1,12%.

Pellegrini ressaltou, porém, que apesar da queda acima da média nesta segunda, a tendência do dólar para o começo deste ano e no médio prazo ainda é de queda.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) valoriza 1,06%, aos 70.040 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,43 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 1,05%.

O clima nos mercados em todo o mundo foi positivo hoje. Entre as principais notícias do dia, o setor manufatureiro dos EUA apresentou expansão pelo 17º mês consecutivo em dezembro e teve uma recuperação mais significativa do que nos últimos meses, que se caracterizaram pelo ritmo lento. A sondagem da entidade privada ISM (Instituto de Gestão de Fornecimento, na sigla em inglês) teve uma leitura de 57 pontos em dezembro, ante 56,6 em novembro. Números sobre o volume de gastos na construção civil também serão divulgados hoje.

Ainda no front externo, foi divulgado hoje que o aumento das encomendas e a melhora rápida do mercado de trabalho ajudaram a acelerar a expansão do setor manufatureiro da zona do euro pelo quarto mês consecutivo, em dezembro. O índice Markit do setor manufatureiro subiu para 57,1 em dezembro, número revisado para cima a partir da estimativa preliminar de 56,8. Em novembro, o índice ficou em 55,3.

No Brasil, as exportações bateram recorde de US$ 201,9 bilhões em 2010. O saldo comercial do ano foi positivo em US$ 20,3 bilhões, o menor resultado da era Lula.

O boletim Focus, elaborado pelo Banco Central, apontou que o mercado elevou a previsão para a inflação oficial, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), neste ano para 5,32%, um pouco acima da estimativa anterior (5,31%). Para 2010, a projeção permaneceu em 5,90%, também acima do centro da meta estipulada pelo governo federal (4,50%).

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas previstas cederam nos contratos mais negociados.

No contrato para julho de 2011, a taxa projetada foi mantida em 11,62%; para janeiro de 2012, a taxa prevista retrocedeu de 12,03% para 12,02%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada caiu de 12,26% para 12,21%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Fonte:
Folha Online

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