Ministério da Integração Nacional vai priorizar produção irrigada e uso dos recursos hídricos

Publicado em 16/02/2011 08:06 237 exibições
O Ministério da Integração Nacional passará por completa reformulação em seu funcionamento, de modo a priorizar o uso dos recursos hídricos e a fomentar a produção agrícola irrigada, conforme determinação da presidenta Dilma Rousseff.

As alterações necessárias à melhor operacionalização dessas áreas estão em curso no ministério e o resultado do trabalho já está com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, para aprovação.

A informação foi transmitida ontem (15) pelo assessor especial do ministério, Ramon Rodrigues, que é o nome mais cotado para assumir a Secretaria Nacional de Irrigação, a ser criada no novo organograma. A expectativa, segundo ele, é a de que tudo esteja definido ainda neste mês, e a criação da secretaria é “uma sinalização do governo Dilma de que o setor será reforçado”.

De acordo com Ramon Rodrigues, a irrigação é fator fundamental para o país aumentar a produção agrícola, além de gerar empregos, combater a miséria e contribuir para fixar o homem no campo. Fatores que ajudam a conter o aumento populacional nas periferias dos grandes centros urbanos.

Segundo ele, a produção nacional utiliza irrigação em 4,5 milhões de hectares, menos de 10% da área agrícola em uso, e a expectativa do ministro é de irrigar pelo menos mais 250 mil hectares até 2014. Mas o Brasil dispõe de mais 30 milhões de hectares potencialmente irrigáveis, principalmente nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sul.

É sobre essas áreas que “vamos centrar nossos esforços junto ao irrigante privado e nas parcerias público-privadas". No seu entender, o irrigante privado “é o grande indutor da produção e do aumento de produtividade”, pois “a irrigação é um negócio para profissional, que sabe a melhor hora para colocar seu produto no mercado”.

Números do Ministério da Integração mostram que, além dos ganhos de produtividade, a agricultura irrigada é a atividade econômica que gera empregos com custos mais baixos. Um emprego direto na agricultura irrigada tem custo inferior a US$ 10 mil, enquanto na indústria de bens de consumo sobe para US$ 44 mil, no turismo vai a US$ 66 mil, na indústria automobilística custa US$ 91 mil e na indústria química extrapola para US$ 220 mil.

Fonte:
Agência Brasil

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