Crise nos países árabes não deve afetar exportação brasileira

Publicado em 01/03/2011 19:28 802 exibições
As exportações para os países árabes que estão em conflitos internos não devem ser afetadas pelas revoltas populares locais, disse nesta terça-feira o secretário executivo adjunto do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ricardo Schaefer.

De acordo com Schaefer, as exportações brasileiras para o Oriente Médio veem crescendo nos últimos anos, principalmente porque o governo brasileiro tem procurado diversificar os mercados. Segundo o secretário adjunto do MDIC, as exportações para os países árabes representam 6% do conjunto de vendas brasileiras para outros mercados.

"Mesmo que uma crise muito forte se estabeleça e afete as exportações brasileiras, isso não vai causar um efeito tão dramático na balança. Temos perspectiva de que o Oriente Médio vai crescer mais que Estados Unidos e União Europeia em 2011. No ano passado demos atenção a esse mercado e vamos continuar dando", disse.

A secretária de comércio exterior do ministério, Tatiana Prazeres, destaca que as exportações brasileiras para os três principais países árabes que estão em conflito popular estão em ritmo de crescimento.

As vendas para o Egito, por exemplo, aumentaram 24,2% entre fevereiro de 2010 e de 2011. Para a Tunísia, as exportações aumentaram cerca de 300% entre o mês passado e o mesmo mês de 2010. Somente para a Líbia é que houve uma queda de 11% na comparação entre os dois meses de fevereiro, o que não significa uma queda nas exportações, segundo Tatiana.

"Quando observamos a média diária de janeiro, houve um aumento em relação a fevereiro de 2011. Não há um impacto negativo, não atribuímos a nenhuma situação particular no País. A retomada em fevereiro na comparação com janeiro deste ano demonstra que não houve prejuízos para as nossas exportações. Também não temos recebido relatos sérios sobre problemas de embarque, tivemos apenas um, mas temos expectativa de que isso se resolva no curto prazo", afirmou.
Fonte:
Terra

0 comentário