FAO: preços dos alimentos subiram ligeiramente em junho

Publicado em 07/07/2011 13:54 378 exibições
O índice dos preços dos alimentos subiu 1% em junho, segundo as estimativas divulgadas nesta quinta-feira pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). "O principal motivo da subida foi um forte aumento dos preços internacionais do açúcar", ressalta a agência especializada.

O preço do açúcar subiu 14% entre maio e junho, alcançando uma média de 359 pontos, 15% menos que o recorde de janeiro, sustenta o informe. "Está previsto que a produção no Brasil, o maior produtor mundial de açúcar, caia abaixo do nível do ano passado", ressalta a FAO.

A tensão no mercado de milho mantém-se devido à oferta escassa em 2010 e ao clima adverso nos Estados Unidos, indica a agência internacional, cuja sede central encontra-se em Roma. Os preços do arroz subiram em sua maioria em junho, reflexo de uma forte demanda de importação e da incerteza sobre os preços à exportação na Tailândia, o maior exportador mundial de arroz.

O índice da FAO para os preços de produtos lácteos obteve uma média em junho de 232 pontos, praticamente sem mudanças em relação aos 231 pontos de maio. A carne obteve uma média de 180 pontos, ligeiramente superior em relação a maio, com a carne de frango que subiu 3% e alcançou um novo recorde, enquanto os preços da carne de porco baixaram ligeiramente.

Açúcar puxa alta de índice de preços de alimentos da FAO

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) anunciou nesta quinta-feira que o índice global de preços de alimentos subiu para 234 pontos em junho, ante 231 em maio, puxado pela alta dos preços de açúcar, que cresceu 14%, para 359 pontos.

O índice mede as variações mensais de preço de uma cesta de cereais, oleaginosas, lácteos, carnes e açúcar e ficou 39% maior que em junho de 2010, segundo comunicado da FAO. Esperava-se que a queda nos preços do trigo, milho e soja puxasse o índice e neutralizasse a inflação dos preços de alimentos, um dos fatores que incitou os conflitos em países árabes mais cedo este ano.

Em fevereiro, o indicador atingiu o recorde de 238 pontos inflamado pelos preços de grãos e oferta apertada, elevando temores de uma repetição da crise global de alimentos vista em 2007/08, quando os preços dispararam e provocaram protestos em alguns países em desenvolvimento.

"A firmeza do preço reflete a dinâmica da demanda no curto prazo (para açúcar) contra uma apertada disponibilidade exportável, especialmente no Brasil, o maior produtor mundial de açúcar, onde a produção está prevista abaixo do nível do ano passado", disse a agência. O índice para os cereais, que inclui os preços dos principais produtos como trigo, arroz e milho, caiu 1% ante maio, para uma média de 259 pontos em junho, apontou a organização.

A FAO elevou sua projeção global para a produção de cereais em 2011/12, para cerca de 2,313 bilhões t, aumento de 11 milhões t ante previsão divulgada em 22 de junho e 3,3% maior que do ano passado, seguindo duas revisões consecutivas nas safras dos Estados Unidos e na perspectiva de plantio para 2011.

Fonte:
AFP + Reuters

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