Emprego atinge recorde em MT

Publicado em 20/07/2011 11:49 239 exibições
Saldo de empregos em Mato Grosso no 1º semestre deste ano atinge recorde na série histórica, indiciada em 2003. Dados do Cadastro Geral de Empregos e Desempregos (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que foram 36,454 mil novos postos de trabalho de janeiro a junho de 2011, volume até então nunca registrado no Estado e representa a diferença entre as 222,996 mil admissões e as 186,542 mil demissões no período analisado.

Resultado é também o segundo melhor do Centro-Oeste, ficando atrás somente de Goiás que possui o dobro de habitantes com 6,003 milhões, ante 3 milhões em Mato Grosso. Saldo mensal de junho variou 171% na comparação com o saldo de maio, saltando de 3,626 mil para 9,832 mil, consequência da maior contratação, que passou de 36,1 mil em maio para 38,872 mil em junho e do menor número de demissões, que regrediu de 32,474 mil para 29,040 mil.

Com relação ao 1º semestre do ano passado, o crescimento do Estado foi 47%, quando o saldo foi de 24,686 mil admissões a mais do que demissões. Esta evolução foi puxada pelos empregos no setor agropecuário, cujo saldo foi de 12,205 mil nos primeiros 6 meses, seguido por serviços, que fechou com 7,303 mil e pela indústria das transformação, que no final de junho acumulava saldo de 7,173 mil emprego a mais.

Entre os motivos apontados como influências para o desempenho, o economista Vivaldo Lopes apresenta o aumento na renda do trabalhador, incremento da massa salarial, a maior renda agrícola e possível crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) como os que mais contribuíram para a performance do Estado.

Conforme explica Lopes, a renda do trabalhador aumentou devido aos reajustes salariais e melhoria de cargos, o que influencia no poder de compra da população. Aliado a isso, cresceu a massa salarial, ou seja, o número de pessoas que possuem renda fixa. Ambas situações colaboram para a expansão no consumo e consequentemente exigem maior produção e abre postos de serviços. "Com mais demanda é preciso mais contratações, e assim um fator influencia o outro".

Além disso, Vivaldo Lopes explica que a força que vem do campo, o agronegócio, passa por uma fase de valorização de preços, maior produção e ampliação de área, o que também impulsiona a economia mato-grossense e favorece a criação de novos postos de trabalho.

Neste segmento, o superintendente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Seneri Paludo, relembra que resultado semelhante foi registrado apenas em 2004, quando o agronegócio passou por um momento de expansão de área. "A diferença de 7 anos atrás para agora é que na época havia um aumento de 1 milhão de hectares cultivados. Hoje ocorre a verticalização da produção, que está intensificada e mais valorizada". Ainda segundo Paludo, uma outra diferença que pode ser registrada é que de lá para cá também melhorou a renda do trabalhador rural. "Hoje o que ganha um profissional do campo é comparado com o rendimento dos profissionais das cidades. Houve uma valorização da mão de obra".

Outro segmento que também apresentou resultado histórico foi a indústria da transformação, com um saldo de 7,173 mil contratações a mais do que as demissões. Para o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Jandir Milan, este bom desempenho é fruto do momento econômico vivenciado dentro do Estado e investimento das empresas locais. "Indústrias estão ampliando os negócios e até outubro as contratações deverão ser contínuas. É o resultado dos melhoramentos no setor de logística".

Além disso, o economista Vivaldo Lopes acrescenta que algumas indústrias estavam em fase de implantação e passaram a operar ou ampliaram suas capacidades, o que gera a criação de emprego com carteira assinada.

Setor de serviços possui o segundo melhor saldo no 1º semestre e foi nesta atividade que Carmem de Paula, 21, conseguiu uma vaga. Ela estava há 3 meses desempregada quando foi contratada para trabalhar como empregada doméstica. "Foi ótimo porque pude adaptar meus horários. Tive que sair de uma empresa porque iria ser transferida para o turno da noite e como tenho filhos não poderia continuar. Depois disso foram 3 meses até encontrar o trabalho onde estou atualmente".

Investimentos - Economista Vivaldo Lopes explica que resultados como estes são importantes para atração de empresas e indústrias que queiram ampliar a atuação. Segundo ele, Mato Grosso tem disputado com Goiás os investimentos e por isso é, junto com a unidade da federação vizinha, um dos que mais crescem no país. "A diferença é que Mato Grosso ainda está se especializando na atração de empresas do segmento alimentício enquanto Goiás tem expandido as áreas com investimentos até do setor automobilístico.

Goiás registrou saldo de 75,604 mil empregos no 1º semestre deste ano. Mato Grosso do Sul aparece em terceiro lugar com 26,984 mil e o Distrito Federal teve 20,107 mil admissões a mais do que demissões. No país, o saldo foi de 1,414 milhão de contratações.

Fonte:
Gazeta Digital

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