Bolsas da Ásia repercutem novo pacote para Grécia e fecham em alta

Publicado em 22/07/2011 08:05 230 exibições
Os mercados acionários da Ásia fecharam com valorização esta sessão depois de os investidores receberem a notícia do segundo plano de ajuda para a Grécia. Da parte da Europa e do Fundo Monetário Internacional (FMI), os gregos vão receber 109 bilhões de euros. O setor privado vai entrar com 50 bilhões de euros.

Na reunião de ontem realizada em Bruxelas, os líderes europeus decidiram ampliar o papel do fundo de socorro emergencial da zona do euro, criado no ano passado como um meio de socorro a países da região com problemas de levantar recursos nos mercados de títulos.

Os agentes nos mercados da Ásia acompanharam ainda o movimento das ações do setor financeiro e de empresas ligadas a matérias-primas.

Em Tóquio, o Nikkei 225 subiu 1,22%, para 10.132,11 pontos. O Hang Seng, de Hong Kong, teve elevação de 2,08%, somando 22.444,80 pontos. O S&P/ASX 200, de Sydney, avançou 1,03%, alcançando 4.602,90 pontos. Em Xangai, o Shanghai Composite somou 2.770,79 pontos, com valorização de 0,18%. O Kospi, de Seul, aumentou 1,22%, aos 2.771,23 pontos.

Líderes europeus fecham nova ajuda de 109 bi de euros para a Grécia

O valor do novo pacote de ajuda à Grécia será de 109 bilhões de euros (US$ 155 bilhões), conforme foi anunciado pelos líderes da zona do euro. A nova rodada de ajuda prevê maior participação dos bancos privados, além do Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Pelo acordo, os detentores privados da dívida grega (bancos, seguros, fundos de pensões, etc) deverão contribuir com 37 bilhões de euros no pacote de ajuda. Os prazos médios de vencimento do resgate à Grécia foram alterados, passando dos atuais 7,5 anos para 15 anos, além de redução da taxa de juros que incide sobre ele, de 5,5% para 3,5%.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy disse que Portugal e Grécia também terão acesso às baixas taxas de juros nos empréstimos que receberam, mas que não haverá a participação do setor privado nos programas de ajuda. O envolvimento do setor privado será limitado à Grécia somente, disse o Herman Van Rompuy.

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, considerou que o acordo alcançado foi fundamental para a estabilidade da região. O tom do discurso foi o mesmo na fala do primeiro-ministro da Grécia, Giorgos Papandreou, ao ressaltar que as soluções alcançadas foram positivas para a Europa como um todo. "Isso é um pacote europeu, e não apenas da Grécia", retirando, desta forma, qualquer possibilidade de uma saída da Grécia do bloco europeu.

Os líderes europeus anunciaram ainda que pretendem fortalecer o fundo de resgate regional como medida de precaução, além de comprar títulos no mercado secundário e recapitalizar alguns bancos. A compra de títulos será alvo de análise pelo Banco Central Europeu e de acordo mútuo entre os Estados.

Fonte:
Valor Online

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