Rossi usa avião de empresa do agronegócio

Publicado em 17/08/2011 08:47 253 exibições
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, respondeu, em nota, à denúncia de que usa o jato executivo da empresa Ourofino Agronegócios para viagens particulares, publicada na edição de ontem do jornal Correio Braziliense. Segundo a reportagem O ministro e o jatinho de US$ 7 milhões, o faturamento da empresa de Ribeirão Preto, cidade onde o ministro mora com a família, cresceu 81% depois que a empresa foi incluída como fornecedora de vacinas para a campanha contra a febre aftosa, iniciada em novembro de 2010.

“Em raras ocasiões, utilizei como carona o avião citado na reportagem”, admitiu Rossi. No entanto, quanto às autorizações de registro de patentes dadas pelo governo à Ourofino, o ministro disse que o processo para a empresa produzir o medicamento contra aftosa teve início no Ministério da Agricultura em 2006, antes da entrada dele na pasta. Segundo Rossi, ao longo de quatro anos, foram “cumpridos rigorosamente” todos os procedimentos técnicos que levaram à autorização para fabricação do produto.

Rossi disse ainda que, além da Ourofino, outras empresas também receberam licenças do governo durante a gestão dele. Até 2009, informou, apenas seis marcas, sendo cinco internacionais, tinham autorização do governo para produzir e vender vacinas contra febre aftosa no Brasil. “A decisão, técnica, teve como objetivo abrir o mercado”.

O ministro negou que tenha havido privilégios ou tratamento especial às empresas e garantiu que elas têm reputação no mercado e cumpriram todos os pré-requisitos legais. Em menos de três semanas, esta foi a terceira nota de Rossi à imprensa para responder denúncias envolvendo autoridades do ministério.

Busca e apreensão
O PSDB apresentou ontem ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pedido de busca e apreensão no Ministério da Agricultura. O partido quer a obtenção das fitas do circuito interno, depois que o ex-chefe da comissão de licitação do ministério, Israel Leonardo Batista, afirmar que o ministro Wagner Rossi "desarranjou" o setor nomeando pessoas que "vão assinar o que não devem".

Batista reafirmou que o lobista Júlio Fróes lhe entregou um envelope com dinheiro dentro do ministério depois da assinatura de um contrato milionário da pasta com uma empresa que o lobista representava.

Ele disse também que as fitas do circuito interno podem comprovar se Rossi conhece ou não o lobista. Segundo ele, Rossi irá atrapalhar as investigações se permanecer no cargo.

"O fato é que o servidor desmente a versão oficial de Rossi e o inclui como partícipe de um grande esquema de corrupção e a prova dessa sua participação, consistente em imagens que comprovam seu envolvimento com o lobista Júlio Fróes, estão prestes a serem perdidas ante a manutenção do Sr. Wagner Rossi à frente da Agricultura, após inúmeras denúncias de corrupção nesta pasta", diz representação do PSDB assinada pelos líderes da Câmara, Duarte Nogueira (SP), e do Senado, Alvaro Dias (PR).

Em outra frente, junto com o DEM, os tucanos lançam hoje o movimento pela criação de uma CPI mista para investigar todas as suspeitas de irregularidades no governo.

Fonte:
Diário de Cuiabá

1 comentário

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Sr. João Olivi,no evento “Ministério da Agricultura” – denuncias “H”, de hora em hora, borbulhantes- nota-se o critério que a “Mãe do Pac” exige no item MERITOCRACIA , que o “ocupante do cargo” deve possuir, a qualidade de : PURITANO, não de PURO mas, àquele que tem a preocupação da pureza linguística e, “este” tem mais uma “qualidade” : É ELOQUENTE ! ! ... transforma conceitos de ética em ... coisas normais ( carona – EM RARAS OCASIÕES - no jato da OURO FINO! ) em sua “RETÓRICA LINGUÍSTICA ELOQUENTE “ ...HAJA QUALIDADE ! ! .... “ E VAMOS EM FRENTE ! ! ! “ ....

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