'Ajustes moderados' no juro estão em linha com IPCA na meta, diz BC

Publicado em 08/09/2011 09:50 105 exibições
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central informou nesta quinta-feira (8), por meio da ata de sua última reunião, quando a taxa básica de juros recuou de 12,50% para 12% ao ano, pegando parte do mercado financeiro de surpresa, entender que, ao "tempestivamente" (oportunamente) abrandar os efeitos de um ambiente global mais restritivo, por conta da nova fase da crise financeira internacional, "ajustes moderados" na taxa de juros "são consistentes com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012".

Sistema de metas para a inflação
Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Mudança de previsões
Com a crise financeira internacional, o cenário previsto pelo Banco Central para a inflação do próximo ano mudou. Em julho, o Copom estimava que tanto no cenário de referência (que pressupõe câmbio e juros estáveis nos próximos meses) e no cenário de mercado (que contempla a trajetória para câmbio e juros previsto pelo mercado financeiro) a inflação, medida pelo IPCA, estava acima da meta central de inflação de 4,5% em 2012.

Já no fim de agosto, na última reunião do Copom, o BC informou que suas previsões mudaram. "Para 2012, as projeções de inflação no cenário de referência e no de mercado recuaram, posicionando-se ao redor do valor central da meta nos dois casos. No que se refere ao primeiro semestre de 2013, a projeção de inflação recuou no cenário de referência e permaneceu estável no cenário de mercado, nos dois casos posicionando-se ao redor do valor central da meta", informou a instituição.

Um "cenário alternativo" divulgado pelo BC, admite que atual deterioração do cenário internacional causaria um um impacto sobre a economia brasileira "equivalente a um quarto" do impacto observado durante a crise internacional de 2008 e 2009. Além disso, supõe que a atual deterioração do cenário internacional seja mais persistente do que a verificada em 2008, porém, menos aguda, sem observância de eventos extremos.

"Nesse cenário alternativo, a atividade econômica doméstica desacelera e, apesar de ocorrer depreciação da taxa de câmbio e de haver redução da taxa básica de juros, entre outros, a taxa de inflação se posiciona em patamar inferior ao que seria observado caso não fosse considerado o supracitado efeito da crise internacional", acrescentou a autoridade monetária.

Inflação acumula 'sinais favoráveis'
Segundo análise do Banco Central, o cenário para a inflação, desde julho, acumulou sinais favoráveis. "O Comitê avalia como relevantes, embora decrescentes, os riscos derivados da persistência do descompasso entre as taxas de crescimento da oferta e da demanda", informou, por meio da ata de sua última reunião.

A autoridade monetária manteve a avaliação, já expressa pelo presidente do BC, Alexandre Tombini, de que a inflação começará a recuar nos últimos meses deste ano. "O Copom prevê que neste trimestre se encerra o ciclo de elevação da inflação acumulada em doze meses. A partir do quarto trimestre [outubro], o cenário central indica tendência declinante para a inflação acumulada em doze meses, ou seja, a mesma passa a se deslocar na direção da trajetória de metas", informou.

Fonte:
G1

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