Ambiente internacional piora e Ibovespa passa a recuar mais de 3%

Publicado em 09/09/2011 13:33 262 exibições
Pressionadas principalmente por ações do setor financeiro, as bolsas europeias e americanas aceleraram as perdas e, naturalmente, pesam ainda mais sobre a trajetória do mercado brasileiro.

As preocupações com a Grécia se acentuaram e a "quebra" do país está em jogo. Tanto que o governo da chanceler alemã Angela Merkel está preparando planos para dar respaldo aos bancos do país no caso de a Grécia fracassar em atender aos termos do acordo de resgate, e entre em default, comentaram três representantes da coalizão à "Bloomberg News".

Além disso, a reunião dos países do G-7 em Marselha, na França, que acontece entre hoje e amanhã, não promete grandes avanços, conforme notou o próprio secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner.

Para completar o quadro de maior aversão a risco, o alemão Jürgen Stark, integrante do Conselho Executivo do Banco Central Europeu (BCE), revelou que vai deixar o cargo antes de terminar seu mandato, que se estendia até 31 de março de 2014.

No Brasil, por volta das 13h20, o Ibovespa recuava 3,2%, aos 55.710 pontos, com giro financeiro de R$ 2,4 bilhões. Com este desempenho, o índice inverte o rumo na semana e passa a acumular queda.

Em Wall Street, o índice Dow Jones tinha desvalorização de 2,71%, enquanto o S&P 500 caía 2,57% e o Nasdaq recuava 2,21%.

Por lá, o pacote proposto pelo presidente americano Barack Obama contou com um valor acima do esperado, de US$ 447 bilhões, mas despertou a incredulidade dos agentes no que se refere à aprovação no Congresso. As preocupações recaem especialmente sobre a proposta de ampliação de gastos, como com a prorrogação do benefício de auxílio-desemprego.

O analista da Leme Investimentos João Pedro Brugger ressalta que há ainda desconfiança de que o plano apresentado por Obama será suficiente para reduzir o nível de desemprego dos EUA. Segundo ele, o mercado volta a ser penalizado com a falta de clareza sobre as próximas medidas que poderão ser implementadas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

E, na europa, os dados econômicos seguem indicando a deterioração da situação fiscal. A conta corrente da União Europeia acabou deficitária em 43,2 bilhões de euros no segundo trimestre deste ano, 10 bilhões de euros a mais do que um ano antes, conforme levantamento da agência de estatísticas Eurostat. Os dados são provisórios, sujeitos à revisão, e não estão ajustados sazonalmente.

Empresas

Dentro do Ibovespa, apenas as ações ON (1,94%, a R$ 24,11) e PNA (0,58%, a R$ 12,02) da Usiminas resistiam à queda, diante das notícias sobre a retomada de conversas no mercado sobre uma possível oferta de Benjamin Steinbruch pelos papéis detidos por Camargo Corrêa e Votorantim na Usiminas.

Já s maiores quedas partiam dos papéis BM&FBovespa ON (-5,68%, a R$ 9,12), Hypermarcas ON (-5,80%, a R$ 12,97) e PDG Realty ON (-6,26%, a R$  7,78).

No setor financeiro, a unit do Santander Brasil ainda perdia 5,36%, a R$ 14,99, Banco do Brasil ON recuava 3,75%, a R$ 26,68, e Itaú Unibanco PN caía 4,04%, a R$ 28,47.

Entre as ações de maior peso, Petrobras PN recuava 2,46%, a R$ 20,15, e Vale PNA tinha baixa de 1,69%, a R$ 40,71.

Fonte:
Valor Econômico

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