Bolsas apresentam semana de recuperação no Brasil e EUA

Publicado em 19/09/2011 07:50 e atualizado em 19/09/2011 08:34 137 exibições
Cenário Econômico Semanal - 12/Setembro/2011 a 16/Setembro/2011
Apesar do cenário econômico não ter apresentado melhora na semana, as bolsas de valores tiveram um período de recuperação nos seus principais índices acionários. Alguns números positivos e a sinalização de ações conjuntas contra a crise contribuíram para o cenário.

A semana começou com o vice-ministro das finanças da Grécia, Filippos Sachinidis, admitindo que o país tem dinheiro apenas até outubro. Com isso, os boatos que os recursos do país durariam apenas mais algumas semanas estariam confirmados.

No entanto, na quinta-feira, foi anunciada a ação conjunta dos bancos centrais de diversos países para a compra de títulos da dívida soberana. Além disso, já se discute a criação de um título comum aos países que fazem parte da zona do euro.
     
             
      Cenário Externo      
     

Logo na terça-feira, destaque para dados da economia norte-americana. Entre eles, o custo do produto importado caiu 0,4% em agosto, informou o Departamento de Trabalho. O resultado veio abaixo do esperado, de queda de 0,9%. Em julho, os importados haviam registrado alta de 0,3% dos preços. Já em junho houve queda de 0,7%.

Na parte da tarde, o governo informou que teve déficit em seu orçamento de US$ 134,2 bilhões em agosto, os dados são do Departamento do Tesouro do país. O resultado é US$$ 44 bilhões pior do que o registrado no mesmo mês do ano passado. Boa parte do aumento foi devido ao crescimento no pagamento de benefícios públicos, disse o Tesouro.

Já na quarta-feira, parta das atenções ficaram com os números das vendas no varejo, que permaneceram estáveis em agosto, com os consumidores ampliando as despesas com automóveis, vestuário e eletrônicos. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Comércio do país. O núcleo do índice, que exclui os gastos com carros e energia aumentou em 0,1%.

Já os preços dos produtos no atacado permaneceram inalterados em agosto, com a queda dos preços dos combustíveis compensando o aumento no dos alimentos. Excluindo estes itens do cálculo, houve alta de 0,1% do índice.

Destaque ainda para os estoques de negócios - que representam os negócios que não foram fechados no período - que registraram em julho alta de 0,4%. O resultado veio abaixo do esperado, de alta de 0,5%, e acima do verificado em junho, de +0,3%.

A quinta-feira foi o dia mais movimentado da semana, destaque para a inflação ao consumidor norte-americano, que registrou alta de 0,4% em agosto, informou o Departamento de Trabalho. Já o núcleo, que exclui do cálculo energia e alimentos, subiu 0,2% no período, e acumula alta de 2% nos últimos 12 meses, nível que não alcançava desde novembro de 2008.

Os novos pedidos de auxílio-desemprego avançaram em 11 mil na semana passada, atingindo total de 428 mil, informou o Departamento de Trabalho do país. Na semana passada, as solicitações foram revisadas de 414 mil para 417 mil. O resultado veio maior do que o esperado, de 412 mil.

O índice de atividade manufatureira da região de Nova York registrou em agosto uma nova queda, desta vez para -8,8 pontos. Os dados foram divulgados pelo escritório regional do Federal Reserve do distrito de Nova York. Este foi o quarto mês seguido com o indicador em território negativo.

Mais tarde, foi divulgado que a produção industrial norte-americana cresceu 0,2% em agosto, os dados são do Federal Reserve. O ganho veio acima do 0,1% esperado pelo mercado. No período, a capacidade utilizada da indústria subiu para 77,4%, após registrar 77,3% em julho.

O Fed de Filadélfia informou que o índice da manufatura registrou leitura negativa de 17,5 pontos em setembro, a terceira queda em quatro meses. O resultado veio pior do que o esperado, de -15 pontos. Em agosto, o indicador ficou em -30,7 pontos.

Finalmente, na sexta-feira, destaque para alguns indicadores da economia dos EUA. Entre eles, a demanda de estrangeiros por ativos norte-americanos apresentou em julho uma alta, após recuar de forma surpreendente em junho. Os números fazem parte de um relatório divulgado pelo governo americano nesta sexta-feira.

Os estrangeiros realizaram compras líquidas de US$ 9,5 bilhões em ativos de longo prazo, contra US$ 3,5 bilhões dos dados divulgados mês passado. Os números são do Departamento do Tesouro americano.

Além disso, a confiança do consumidor norte-americano avançou para 57,8 pontos em setembro, após registrar 55,7 pontos na leitura final de agosto, informou a Universidade de Michigan. O resultado veio acima do esperado, de 56 pontos.

Com isso, o Dow Jones acumulou avanço de 4,7% na semana aos 11.509 pontos, enquanto o S&P 500 somou 5,4% aos 1.216,01 pontos.
     
             
     

Confira os gráficos:
     
             
     

     
             
      Cenário Interno      
     

No Brasil, destaque para o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) do mês de agosto apresentou variação de 0,33%. Com este resultado, o indicador acumula alta de 3,73% no ano e 7,30%, nos últimos 12 meses. Em agosto, o IPC-BR registrou variação de 0,40%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 7,10%, nível abaixo do registrado pelo IPC-C1.

Já a inflação na cidade de São Paulo deu sinais de arrefecimento na primeira medição de setembro, ao registrar avança de 0,36%, contra alta de 0,39% da última semana de agosto, de acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Além disso, a balança comercial brasileira encerrou a segunda semana de setembro com superávit de US$ 1,00 bilhão. No período, as exportações atingiram US$ 4,71 bilhões, contra importações de US$ 3,71 bilhões. OS dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Já as vendas no varejo cresceram 1,4% e a receita nominal aumentou 1,6% em julho, na comparação com junho, de acordo com dados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento, esse foi o terceiro mês consecutivo de taxas positivas em volume de vendas e o 16º em receita nominal. Na comparação com julho de 2010, o crescimento nas vendas foi 7,1%.

No caso do Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10), variação foi de 0,63% em setembro. A taxa apurada em agosto foi de 0,20%. Em 12 meses, o IGP-10 variou 7,79%. A taxa acumulada no ano é de 4,02%. O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

Já o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou taxa de 0,69% na segunda prévia de setembro ante uma alta de 0,74% na apuração anterior. Esse decréscimo ocorreu por influência de dois dos sete grupos pesquisados: alimentação, que teve alta de 1,39% ante 1,76%, e educação, leitura e recreação, com variação de 0,23% ante 0,25%.

Apesar de mais modesta que nos EUA, a alta do Ibovespa no acumulado da semana foi de 2,6% e encerrou o período com 57.201 pontos.
     
           

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Confira o gráfico, além das maiores altas, baixas e as ações mais negociadas da semana:

Dólar:      
     

A semana encerrada no dia 16 de setembro confirmou a tendência de valorização do dólar ante ao real, mesmo com os negócios favoráveis no mercado acionário. Um dos motivos apontados para a procura pela moeda é a redução da taxa de juros oficial e a aversão ao risco.

Com isso, em cinco dias a divisa teve valorização de 3,0% e encerrou negociada a R$ 1,7290.

Fonte:
Enfoque

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