Depois de duas quedas, Ibovespa inicia pregão no campo positivo

Publicado em 21/09/2011 10:47 128 exibições
Após doias dias de perdas, o mercado acionário brasileiro iniciou os negócios desta quarta-feira em alta, na contramão das bolsas europeias. Apesar do embalo inicial, investidores devem operar em compasso de espera pela reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e ainda de olho na situação da Grécia.

Passados cerca de 30 minutos de operações, o Ibovespa subia 0,55%, para 56.691 pontos. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o índice futuro avançava 0,98%, aos 57.010 pontos.

Entre os ativos de maior peso, Petrobras PN subia 0,63%, a R$ 20,73; Vale PN avançava 0,90%, a R$ 44,40; OGX Petróleo ON ganhava 0,56%, a R$ 12,42; Itaú Unibanco PN tinha desvalorização de 0,24%, a R$ 28,90; e BM&FBovespa ON se apreciava em 1,60%, a R$ 9,51.

Ontem, o Ibovespa teve desvalorização de 1,27%, aos 56.378 pontos. O giro financeiro atingiu R$ 6,3 bilhões.

Já no mercado americano, o índice Dow Jones fechou com leve ganho de 0,07%, enquanto o Nasdaq recuou 0,86% e o S&P 500 perdeu 0,17%.

Destaque desta sessão e evento mais aguardado de setembro, o encontro do Fed desperta a ansiedade dos investidores, que torcem por novas medidas de estímulo à economia americana.

Sem espaço para reduzir os juros, entre as ferramentas que o Fed diz ter para lidar com o baixo crescimento, a mais provável é a chamada “operação twist”, que consistiria em alongar o prazo dos títulos que o Fed tem em carteira. Ao fazer isso, as taxas de juros de longo prazo tenderiam a cair ainda mais, estimulando o consumo e o investimento.

De toda forma, o mercado analisa essa possibilidade com certa descrença, já que os críticos apontam que o americano não consome porque está sem emprego e as empresas não investem pois não têm confiança na demanda.

Até a decisão do Fed, investidores analisam nos Estados Unidos indicadores de venda de imóveis usados e de estoques de petróleo e derivados nos EUA.

Na Europa, a situação grega segue em pauta. O ministro de Finanças do país, Evangelos Venizelos, alertou que a Grécia corre o risco de colapso econômico caso não consiga fazer progressos em sua agenda de redução do déficit, necessária para garantir nova ajuda internacional.

Suas declarações vieram após os dois dias de discussões com a União Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu, a chamada troika, sobre as reformas que o país deve executar para continuar a receber os recursos do programa de assistência financeira.

As negociações prosseguirão durante o fim de semana em Washington, onde Venizelos deverá comparecer à reunião anual do Banco Mundial e do FMI. A Grécia informou apenas que obteve “progressos satisfatórios” na segunda rodada de negociações.

Autoridades da troika deverão viajar para Atenas na semana que vem para assinar um acordo final, em meio à esperança de que uma nova parcela de ajuda para a Grécia seja aprovada na reunião de ministros de Finanças europeus em Luxemburgo em 3 de outubro.

Ainda hoje, o governo grego vai promover uma reunião ministerial para discutir novas medidas, entre as quais estariam cerca de 6 bilhões de euros em cortes no orçamento para este ano e o próximo, mas também compromissos de reduzir o déficit fiscal do país durante os próximos três anos.

Na cena corporativa nacional, após a realização de testes de formação, a Petrobras confirmou hoje a presença de acumulações de óleo e gás em águas ultraprofundas da bacia de Sergipe-Alagoas. Segundo a estatal, as informações obtidas até agora são suficientes para confirmar a descoberta de uma nova província petrolífera na região.

Fonte:
Valor Econômico

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