Ibovespa cai quase 4% e dólar perde força, mas ainda sobe 0,7%

Publicado em 22/09/2011 13:14 119 exibições
O aumento do temor de uma recessão global recai sobre os mercados no pregão desta quinta-feira. Investidores desencadearam um forte movimento vendedor de ativos de maior risco, como as bolsas e as commodities, e nem portos seguros como o ouro conseguem escapar desta trajetória. O dólar, contudo, ganha força em relação às outras divisas e, no Brasil, disparou no início do dia, quando subiu quase 5%.

Por volta das 12h30, o Ibovespa cedia 3,66%, aos 53.935 pontos, e girava R$ 2,83 bilhões. Esta é a quarta queda consecutiva do índice.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones cedia 3,36%, o S&P 500 recuava 3,11% e o Nasdaq registrava baixa de 2,77%.

Conforme ressalta o analista de investimento da SLW Corretora, Pedro Roberto Galdi, o mercado vive um dia de “mais do mesmo com algumas pitadas de piora”.

A crise da dívida soberana europeia, com o risco contínuo de um default da Grécia, permanece em pauta e o medo de um alastramento persiste. Nos Estados Unidos, as preocupações com relação ao enfraquecimento da economia também não dão trégua e a decisão já esperada do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), de realizar a chamada “operação twist”, não foi suficiente para acalmar os ânimos.

Entre as notícias mais “quentes” do dia, a China se incluiu no quadro de piora externa, já que dados preliminares de atividade manufatureira no país em setembro mostraram uma queda, segundo o HSBC.

O setor financeiro também não colabora. Ontem, a Moody’s cortou a nota de três dos principais bancos americanos – Bank of America (BofA), Wells Fargo e Citigroup – e a Standard & Poor's rebaixou as notas de instituições financeiras italianas, como Intesa Sanpaolo e Mediobanca.

No Brasil, o Goldman Sachs reduziu a recomendação de Bradesco, Santander Brasil e Banco do Brasil (BB) de "compra" para "neutro", citando a recente redução do juro básico brasileiro. Para o Itaú Unibanco, a avaliação foi mantida em "compra".

As units do Santander Brasil cediam 3,27%, a R$ 14,46, as ações PN do Bradesco perdiam 3,28%, a R$ 27,97, e Banco do Brasil ON recuava 3,30%, a R$ 24.

Dentro do Ibovespa, todas as ações recuam, com destaque para Hering ON (-6,10%, a R$ 29,51), Braskem PNA (-6,45%, a R$ 15,36) e Fibria ON (-6,60%, a R$ 15,56). Esta última vendeu à japonesa Oji Paper, por US$ 313 milhões, sua fábrica de papéis de Piracicaba (SP).

Além disso, dentre as chamadas “blue chips”, Petrobras PN tinha baixa de 3,59%, a R$ 19,86, e Vale PNA recuava 3,68%, a R$ 41,85.

No mercado cambial, depois de subir quase 5% e marcar máxima de R$ 1,963, o dólar perdeu fôlego com o anúncio do Banco Central de swap cambial tradicional. Há pouco, a moeda americana subia apenas 0,69%, a R$ 1,878 na venda. Na BM&F, o contrato futuro de outubro ganhava 0,21%, a R$ 1,883.

Fonte:
Valor Econômico

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