Após expulsarem de madeireiros a médicos, índios defendem autonomia total no Maranhão

Publicado em 09/01/2018 15:03 e atualizado em 10/01/2018 12:54
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Terras Indígenas e reforma agrária reduzem o número de propriedades rurais em Mato Grosso (blog Ambiente Inteiro)

Em uma das regiões mais pobres do país, os Ka'apor se dizem cansados de esperar ajuda e decidiram romper com a sociedade dos karaís, como chamam os não indígenas. Há anos eles expulsam madeireiros de dentro de suas terras. Fazem isso com as próprias mãos e muitas vezes com o uso de violência.

Há oito anos, eles dizem ter pedido para os professores se retirarem. Agora, fazem o mesmo com os médicos e reconstroem pequenas estradas internas, garantindo que toda a locomoção entre aldeias possa ser feita dentro do seu território.

O desejo pela autonomia começou a nascer na Terra Indígena Alto Turiaçu, no oeste do Maranhão, fronteira com o Pará, devido à insatisfação com o tratamento de diferentes governos. Após operações pontuais da Polícia Federal e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), dizem, os madeireiros voltavam a entrar em suas terras, roubando centenas de árvores e instalando até pátios para estocar a madeira.

Leia a notícia na íntegra no site do UOL.

Terras Indígenas e reforma agrária reduzem o número de propriedades rurais em Mato Grosso (blog Ambiente Inteiro)

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Entrando no terceiro mês de levantamento, o Censo Agropecuário, atingiu cerca de 57% das unidades de produção rural do estado de Mato Grosso. Até agora, os dados reunidos pelo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam uma redução no número de propriedades no estado, em comparação com o último estudo, realizado em 2006. De acordo com o Ibge, Mato Grosso saiu de 116 mil propriedades em 2006 para 113 mil no levantamento atual.

O resultado decorre do balanço entre inclusões e exclusões de estabelecimentos ao longo da última década. Exemplos disso são a desintrusão da TI Marãiwatsédé, na região de São Félix do Araguaia, e a reintegração de posse do assentamento Santo Rosa, em Sorriso. “Esses são alguns casos identificados nestes pouco mais de 50% de coleta. Embora haja também inclusões, no geral, as exclusões são maiores”, explicou a chefe da unidade estadual do órgão, Millane Chaves, durante coletiva de imprensa na manhã do último dia 5 de janeiro.

Veja mais sobre a expulsão de produtores rurais da antiga fazenda Suiá-Missu: Quando falha a conciliação, por Aldo Rebelo

Veja ainda: Sarney Filho quer mais Unidades de Conservação

Fonte: UOL/Blog Ambiente Inteiro

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