CBOT: Fundos voltam ao mercado e soja fecha com ligeira alta

Publicado em 02/02/2012 16:30 e atualizado em 03/02/2012 02:33 796 exibições
Acompanhe o analista Pedro Dejneka pelo Twitter: www.twitter.com/PHDerivativos
Contrariando as chamadas de abertura negativa para a sesão regular, os preços da soja e do milho começaram a sessão regular desta quinta-feira em alta na Bolsa de Chicago e o mercado acabou encerrando o dia próximo da estabilidade, com ligeiras altas em ambas as commodities.

De acordo com alguns analistas, os preços passaram para o campo positivo neste começo dos negócios por conta de um recuo do dólar index - que acaba tornando as commodities norte-americanas mais competitivas - e também pela realização de lucros do pregão noturno, que acabou impulsionando as cotações novamente, já que pode ter trazido os fundos de volta à ponta compradora.

De acordo com Pedro Dejneka, analista de mercado da PHDerivativos, de Chicago, o ligeiro avanço registrado pelos grãos no começo do pregão evidenciou a presença de capital de especulação, "bem provavelmente de ordens de compra por parte dos mesmos fundos que compraram as commodities agrícolas em massa no último dia de janeiro e no primeiro dia de fevereiro, e que, na baixa do mercado noturno, aproveitaram para 'terminar suas compras'".

Apesar do fechamento do pregão noturno ter sido negativo, Dejneka reiterou que os fundamentos climáticos permanecem atuando. Segundo o analista, o mercado segue tentando colocar um prêmio nos preços em função das notícias de quebra na safra de grãos da América do Sul por conta da estiagem e também baseado nas informações de que o trigo estaria passando por uma situação delicada no Leste Europeu por conta do frio intenso e fora do comum.

Por outro lado, o analista lembra ainda que, no curto prazo, os fundamentos do mercado não são favoráveis e poderiam provocar um recuo das cotações. No caso da soja, o ritmo de exportação americana está 31% abaixo do registrado no ano passado, além de previsões de clima favorável na Argentina e no Brasil nos próximos dias. O cenário, portanto, seria propício para uma pressão negativa no mercado da oleaginosa e que poderia puxar o milho também para baixo. Contudo, os preços do cereal contam com a "vantagem" de os danos nas lavouras argentinas terem sido mais sérios nas lavouras de milho.

"A soja ainda pode se recuperar e, na minha opinião, qualquer estimativa de produção de soja na Argentina abaixo de 45 milhões de toneladas é absurdo no momento. É claro que isto pode mudar com maiores secas nas próximas duas ou três semanas, mas como o clima está agora e como os mapas climáticos mostram para os próximos 10 dias, estimativas abaixo até de 47 milhões são extremas", disse Dejneka.

Para os próximos dias, a expectativa é de que esse movimento de entradas de fundos de investimento nas commodities poderia parar. Caso isso aconteça, ainda de acordo com Dejneka, o mercado deverá lentamente devolver esse "prêmio" e, aos poucos, retornará aos preços vistos em meados de janeiro, patamares de US$ 11,75/bushel para a soja e  US$ 6 para o milho.

Acompanhe o analista Pedro Dejneka pelo Twitter: www.twitter.com/PHDerivativos

Veja como ficou o fechamento das cotações nesta quinta-feira:

>> SOJA

>> MILHO

>> TRIGO

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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