Oferta restrita impulsiona soja e mercado tem forte alta em Chicago

Publicado em 24/04/2012 13:53 1333 exibições
O mercado internacional da soja opera com forte alta nesta terça-feira na Bolsa de Chicago. Após encerrar o pregão noturno com ganhos de mais de 10 pontos, na sessão regular, por volta das 13h30 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa registravam avanços de mais de 23 pontos nos principais vencimentos. 

Os fundamentos continuam bastante positivos e dando um importante suporte para os preços, apesar da realização de lucros dos últimos dias. A oferta é perigosamente restrita, principalmente por conta da quebra da safra da América do Sul, e a a demanda continua bastante aquecida, que deve focar os EUA após as perdas no Brasil e na Argentina. 

Hoje, a Oil World voltou a reduzir suas estimativas para a safra de soja da Argentina e estimou a colheita em 42 milhões de toneladas, 15% a menos do que há um ano. 

Atualmente, os argentinos são os principais exportadores de ração e óleo de soja para alimentação. Na semana encerrada no último dia 12, as vendas de soja para ração dos Estados Unidos dobraram em relação ao mesmo período do ano anteriore atingiram o maior índice desde 2003, de acordo os últimos dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 

A volatilidade tem estado bem presente no mercado da soja, o qual vem se mostrando nervoso e ansioso. Analistas afirmam que o momento é de bastante incerteza e que os traders vêm se apegando a muitos boatos, mesmo que eles não se confirmem mais adiante.

O dia também é positivo no mercado do milho. O cereal, assim como a soja, fechou o pregão noturno em alta e continua avançando no regular pelo segundo dia consecutivo. 

No caso do grão, o suporte para o mercado vem das especulações de que a China, segundo maior produtor mundial de milho, está aumentando suas compras da commodity como forma de recompor e garantir seus estoques. 

Hoje, o USDA anunciou a venda de  480 mil toneladas de milho para destinos não revelados, confirmando esse bom momento da demanda. De acordo com um relatório do instituto de pesquisa do país, o Grain.gov.cn, a nação asiática teria comprado cerca de 1 milhão de toneladas do cereal na semana passada. 

Segundo a agência Shanghai JC Intelligence Co., o custo de importação de milho dos Estados Unidos caiu, no dia 19 de abril, para o menor nível este mês, condições que estimulam ainda mais as compras. 

No entanto, mesmo diante de um cenário positivo, por volta das 13h55, os preços do milho já operavam em território misto, com os vencimentos mais distantes - dezembro/12 e março/2013 - perdendo 3 pontos. 
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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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