Crise na Europa se agrava e volta a pressionar grãos em Chicago

Publicado em 13/06/2012 11:15 884 exibições
O mercado internacional de grãos enfrenta mais um dia de baixas na Bolsa de Chicago. Depois de operar em terreno misto, com oscilações pouco expressivas durante a madrugada e a manhã desta quarta-feira (13), os futuros da soja aceleraram as baixas e, por volta das 10h50 (horário de Brasília), registravam baixas de mais de 14 pontos nos principais vencimentos. O milho e o trigo também recuavam. 

Fatores externos voltam a pesar sobre os negócios. Os resultados mais abrangentes da crise econômica na Europa criam uma forte tensão no mercado, que preocupa-se agora com a possibilidade de um contágio com economias europeias maiores, como a da Itália, por exemplo. Com isso, as principais bolsas de valores ao redor do mundo operam em queda nesta quarta-feira. 

Os investidores vêm se deparando com soluções pouco ou nada substanciais para os problemas que se agravam a cada dia. Três dias após a liberação de um total de 100 bilhões de euros em recursos para a recapitalização do sistema bancário da Espanha, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou mais de 18 bancos do país. 

Outro foco são as eleições presidenciais que acontecem na Grécia no próximo domingo e que ameaçam a permanência do país na Zona do Euro e a continuidade dos acordos já firmados sobre os pacotes de ajuda financeira destinados à economia grega. 

Tantas dúvidas seguem aumentando a aversão ao risco e estimulando uma fuga dos fundos de investimento de ativos mais arriscados, como commodities. A relação do mercado financeiro com as commodities agrícolas tem se estreitado bastante e permitindo consecutivas sessões marcadas por uma correção de preços apesar dos fundamentos positivos. 

Analistas afirmam que a crise na União Europeia vem se aprofundando nos últimos dias por conta da falta de intervenção dos líderes do bloco, Alemanha e França. O jornal O Estado de S. Paulo informou hoje que nos bastidores, sabe-se que a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, negociam reformas na governança europeia, mas desde o resgate da Espanha nenhum comentário sobre as propostas na mesa foi feito. "A situação da Espanha, por exemplo, é pior do que a da última semana", avaliou Nordine Naam, analista do banco francês de investimentos Naxitis.

Com informações do Estadão. 
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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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