Produtores das Américas estão juntos na Europa para liberar a soja transgênica

Publicado em 28/06/2012 07:37 850 exibições
Aliança Internacional de Produtores do Brasil, Estados Unidos, Paraguai, Argentina e Uruguai buscam liberação para comercialização de novos eventos de biotecnologia para soja na Europa
Uma delegação internacional composta por produtores do Brasil, Estados Unidos, Paraguai, Argentina e Uruguai, membros da Aliança Internacional de Produtores de Soja (ISGA), estão, desde a última segunda (25), em viagem a alguns países europeus com o objetivo de debater os atrasos na autorização e liberação para comercialização de novos eventos de biotecnologia nos principais mercados consumidores de soja na Europa.

As reuniões ocorrem em Bruxelas, na Bélgica, em Londres, na Inglaterra, em Berlim, na Alemanha, e em Paris, na França, com a participação das embaixadas, das agências reguladoras destes países, com representantes da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu e grupos de indústrias.

De acordo com o presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro, atualmente o Brasil possui cinco eventos de biotecnologia para a soja aprovados pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e apenas um destes eventos está aprovado para importação e comercialização na Europa.

“Temos discutido o tema da biotecnologia, a importância, o avanço e a sua implicação sobre o futuro da produção dos alimentos, em especial da soja. São inegáveis os avanços que a biotecnologia trouxe nos últimos dez anos. E no Brasil, na área da agricultura, saímos de uma posição de total atraso científico para outra privilegiada e admirada até mesmo por outros países. A biotecnologia trouxe soluções tecnológicas para problemas importantes da agricultura, como redução de custos, em razão de proporcionar maior controle sobre pragas, doenças, além do ganho de produtividade na mesma área, poupando recursos naturais”, destacou Fávaro.

A missão dos produtores quer exatamente divulgar como é realizada a produção de soja no Brasil, Argentina, Paraguai, Estados Unidos e Uruguai, que juntos respondem por cerca de 85% da produção mundial da oleaginosa. “Os membros do ISGA apoiam e possuem leis e regulamentos com base científica para garantir aos consumidores que os produtos são seguros e regulados de forma adequada. Queremos debater e a destacar a oportunidade que a biotecnologia pode trazer ao mercado consumidor da Europa”, ressaltou o presidente da Aprosoja.

O mercado europeu é extremamente rigoroso com a presença de eventos transgênicos não aprovados nos embarques de soja a estes países. “Isto inviabiliza a produção dos eventos de biotecnologia já aprovados no Brasil e nos demais países da América do Sul e nos Estados Unidos. A Europa realiza testes nas cargas importadas e se constatada qualquer mínima presença de grão geneticamente modificado, não aprovado por eles, a carga inteira é rejeitada. Estamos falando de milhões de perdas que podem ocorrer”.

A delegação brasileira dos produtores de soja é composta pelo presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro, pelo vice-presidente, Ricardo Tomczyk, pelo vice-presidente Norte, Alex Utida, e pelo diretor executivo, Marcelo Duarte Monteiro.

Pela Argentina participam representantes da Associação dos Consórcios Regionais Agrícolas (AACREA, sigla em espanhol) e da Associação dos Produtores de Plantio Direto (AAPRESID, sigla em espanho), do Paraguai estão membros da Câmara de Exportadores e Comercializadores de Cereais e Oleaginosas (CAPECO) e o presidente da Associação dos Produtores de Soja do Paraguai (APS). Os produtores americanos estão representados por duas organizações: United Soybean Board (USB) e a American Soybean Association (ASA) e o Uruguai integra a missão por meio da MTO, um bureau formado por instituições de produção e pesquisa de oleaginosas.
IOPD – Após as rodadas da missão de biotecnologia, a Aprosoja participa nos dias 01 a 03 de julho da 15ª edição do Diálogo Internacional de Produtores de Oleaginosas (IOPD – sigla em inglês), em Londres, na Inglaterra. O encontro reúne os principais países produtores e exportadores de oleaginosas, tais como Estados Unidos, Argentina, União Europeia, Brasil, China e Índia. O objetivo é debater oportunidades em comum entre estes produtores, tais como desenvolvimento de novos mercados, expansão dos biocombustíveis, produção sustentável, entre outros temas importantes relacionados à produção de óleo.
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Fonte:
Aprosoja

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1 comentário

  • Almir José Rebelo de Oliveira Tupanciretã - RS

    A liberação dos transgênicos no Brasil foi conquistada pela união do produtor e culminou com a situação em que o Brasil é o país com a 2ª maior área de transgênicos do mundo e a agricultura brasileira deu esse salto de qualidade que está assustando o mundo. Um episódio que passou quase desapercebido foi o Protocolo de Cartagena articulado pela ONGs e pelo Ministério do Meio Ambiente para impedir a comercialização dos OGMs brasileiros com o mundo mais especificamente com a Europa. Mas tudo seria diferente se tivéssemos concordado em pagar 10% do valor da soja para "certificá-la" conforme exigência desse "esquema" contra o produtor e contra o Brasil. Diante de nossa reação,eles intensificaram as ações contra os transgênicos na Europa, daí a importância dessa ação da Aprosoja e demais representantes das Américas desmanchar o golpe do subdesenvolvimento Europeu e preconceituoso contra a revolução causada pela Biotecnologia mundial mais especificamente a Brasileira. Mas não seriam nossas entidades maiores que deveriam estar fazendo isso? Para quem acha que o Brasil pode dispor de 20 a 80% de Reserva Legal só entenderá a realidade moderna no próximo século. E Nós? Nós estamos sustentando essa incompetência toda! Mas será que é competente quem sustenta a incompetência? Com a palavra os Senhores!

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