Grãos fecham pregão com forte alta diante da previsão de mais seca nos EUA

Publicado em 30/07/2012 17:45 1710 exibições
A deterioração das lavouras norte-americanas por conta da seca continua e, com ela, os preços a escalada dos preços no mercado internacional. Nesta segunda-feira (30), a soja encerrou o dia com mais de 40 pontos de alta, o milho com mais de 20 - batendo novos recordes - e o trigo com mais de 16 na Bolsa de Chicago. 

A seca nos Estados Unidos ainda é o principal fator de alta para as cotações e a previsão é de que o clima se mantenha assim pelos próximos 10 a 15 dias. As condições adversas, segundo informações de meteorologistas, continuarão reduzindo os potenciais das safras de soja, milho e trigo do país e oferta ajustada está impulsionando os preços nos mercados internacional e também no interno brasileiro. 

Atualmente, os Estados Unidos são o maior exportador mundial de alimentos e essas preocupações com o que produtores norte-americanos terão a oferecer agravam os temores sobre uma nova crise alimentar. Criadores de gado e usinas de etanol do país já sentem esses efeitos da estiagem. 

Agora em agosto, a soja entra em uma fase determinante para o seu desenvolvimento e caso o clima realmente se mantenha adverso, os danos para a oleaginosa deverão ser irreversíveis. A soja ainda exibe um potencial de recuperação uma vez que foi plantada mais tarde do que o milho. 

E neste último final de semana, as chuvas que chegaram aos EUA foram insuficientes para amenizar a situação das plantações, que é bastante crítica. “As chuvas do final de semana foram consideradas decepcionantes, foram esparsas, leves, o quadro continua preocupante e o mercado responde nessa linha”, explicou o analista de mercado Flávio França, da agência Safras & Mercado.

Problemas climáticos ao redor do mundo também dão sustentação a essa alta dos preços dos grãos. A Rússia e a China também enfrentam problemas com a falta de chuvas e, por conta disso, as estimativas para a produção dos dois países também vêm sendo reduzidas. 

Veja como ficaram as cotações nesta segunda-feira:



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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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