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CBOT: Safra recorde nos EUA pressiona contratos futuros da soja

Publicado em 21/02/2013 18:44 e atualizado em 22/02/2013 09:47 2056 exibições
Na sessão desta quinta-feira (21), o mercado internacional da soja operou com expressiva volatilidade na Bolsa de Chicago. As cotações futuras da commodity encerraram os negócios em campo misto, refletindo as novas estimativas da safra 2013/14 nos EUA divulgadas hoje, pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no Fórum Outlook.

As projeções do órgão indicam que a produção de soja pode ser recorde e totalizar 92,67 milhões de toneladas, já o milho poderá somar 369,1 milhões de toneladas. Para o trigo, as primeiras estimativas apontam para uma produção de 57,16 milhões de toneladas na temporada 2013/14. 

Segundo o analista de mercado da FCStone, Glauco Monte, as projeções influenciaram os vencimentos mais longos em Chicago. “Tanto é que os contratos mais longos encerraram em queda, e os contratos mais curtos em alta refletindo a situação de estoques norte-americanos apertados frente à demanda aquecida”, afirma. 

No entanto, essa estimativa de safra recorde nos EUA juntamente com uma safra cheia na América do Sul pode modificar o cenário de preços. De acordo com o USDA, os preços da soja no mercado físico norte-americanos podem cair 27% na safra 2012/13, para uma média de US$ 10,50/bushel. No caso do milho as quedas podem chegar a US$ 5,40/bushel. 

“Os números são inconsistentes, e caso chegue a esses valores seria um atrativo para a demanda. E é preciso lembrar que são as primeiras estimativas, e ainda é preciso falar da questão da demanda para podermos ter uma ideia melhor do quadro de oferta e demanda”,  diz Monte.

Já o os futuros do milho fecharam o pregão do lado negativo da tabela nesta quinta-feira. O analista destaca que as cotações do cereal foram puxadas pela expressiva queda nos valores do trigo frente a uma melhora climática em várias regiões produtoras. Por outro lado, as informações do departamento norte-americano também exerceram pressão negativa nos preços do milho.
 
Ainda na visão do analista, os números do USDA tiram o sentimento altista do mercado, principalmente, na soja. Entretanto, é preciso ressaltar que são projeções da próxima safra norte-americana e que devem exercer maior influência no mercado a partir do segundo semestre.

“Por enquanto, temos uma situação apertada nos estoques dos EUA, a situação climática na Argentina que pode diminuir o tamanho da safra e consequemente, refletir no mercado em Chicago e os problemas logísticos no Brasil. Os números do USDA são importantes talvez fique no radar do mercado, mas a situação pontual de falta de produto vai impactar e segurar os contratos mais próximos”, acredita Monte.

Confira como ficaram as cotações dos grãos no fechamento desta quinta-feira:

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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