Em Chicago, falta de direção continua e soja opera no misto

Publicado em 26/03/2013 07:41
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Nesta terça-feira (26), o mercado da soja ainda opera sem direção na Bolsa de Chicago. Por volta das 7h35 (horário de Brasília), os principais vencimentos operavam próximos da estabilidade, em território misto e com oscilações pouco expressivas. O contrato maio/13, referência para a safra brasileira, operava com 1,25 de alta, cotado a US$ 14,38 por bushel. O agosto, no entanto, perdia 3,25 pontos, valendo US$ 13,69. 

O pregão registra um pequeno volume de negócios frente à espera pelos números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz na quinta-feira, 28 de março, sobre os estoques trimestrais norte-americano e as intenções de área de plantio para a safra nova.

Veja como terminou o mercado nesta segunda-feira (25):

Soja aguarda novidades do USDA e fecha o dia em campo misto

A soja fechou a sessão desta segunda-feira (25) em terreno misto na Bolsa de Chicago, com o mercado em compasso de espera pelo novo relatório de estoques trimestrais e intenção de plantio que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga no próximo dia 28, quinta-feira. As perdas ficaram entre 0,50 e 3,25 pontos. O contrato setembro/13, entretanto, conseguiu manter-se do lado positivo, com alta de 1,50 ponto. 

O boletim do departamento norte-americano é esperado com ansiedade pelos investidores e deverá ser bem avaliado pelo mercado, segundo o analista da FCStone, Glauco Monte. Para o especialista, esses números serão responsáveis por definirem uma melhor direção para os preços nas próximas semanas. 

À espera por essas novas informações, os investidores operam em compasso de espera, atuando com mais cautela e optando por mais uma sessão de realização de lucros. "Esses números vão dar uma indicação se a situação nos Estados Unidos está mais apertada, como muitos imaginam, e isso pode dar um bom direcionamento para o mercado a partir da semana que vem", afirma Monte.  

O que limitou as baixas no mercado internacional foi o anúncio da venda de 234 mil toneladas de soja dos EUA para a China da safra nova e também os embarques semanais norte-americanos, que ficaram acima do registrado na semana passada. Além disso, no cenário fundamental a situação ainda é a mesma de uma oferta mais ajustada e de demanda extremamente aquecida. 

Logística brasileira - Ao mesmo tempo, o mercado ainda sente a influência dos gargalos logísticos do Brasil. As estradas e portos continuam sofrendo com o congestionamento e o escoamento da safra brasileira segue comprometido e forçando, segundo analistas, uma volta da demanda para os EUA. 

"Estamos com a entrada da safra brasileira bem forte agora, apesar de problemas pontuais, e isso está pressionando os prêmios agora e pode pressioná-los mais para frente", explica Monte. O analista diz ainda que os Estados Unidos estão vendendo um volume um pouco maior do que se imaginava e aqui no Brasil exportamos em um ritmo mais lento do que deveria estar sendo feito, o que pesa sobre o mercado.

Safra nova dos EUA - O mercado agora começa também a dividir sua atenção com o clima norte-americano e com o início do plantio da safra nova dos Estados Unidos. Na última quarta-feira (20) se iniciou a primavera no país, porém, as características do inverno ainda prevalecem e começam a preocupar. 

No domingo (24), uma nevasca atingiu o Meio-Oeste do país e no estado do Colorado o acumulado de neve chegou a 30 centímetros e, para essa semana, não há uma previsão de melhora no tempo. 

Com isso, as baixas temperaturas do solo poderiam atrapalhar o plantio do milho nos EUA, que começa em abril. Essa preocupação com o clima já começa a dar alguma sustentação ao mercado que, nesta segunda-feira, fechou os negócios em alta na Bolsa de Chicago. Os ganhos dos principais vencimentos ficaram entre 6,75 e 8,25 pontos.  
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Por Carla Mendes
Fonte Notícias Agrícolas

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