Soja: Mercado segue em alta na CBOT na manhã desta 5ª feira

Publicado em 09/05/2013 07:55 e atualizado em 09/05/2013 09:41 1252 exibições
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam em alta na manhã desta quinta-feira (9). Durante o pregão eletrônico, por volta das 9h30 (horário de Brasília), o contrato julho/13, o mais negociado atualmente, era cotado a US$ 13,94, subindo 3,25 pontos. Os demais vencimentos subiam entre 1,75 e 3,25 pontos. 

O mercado internacional da soja segue encontrando suporte na firmeza do físico norte-americano, que já registra preços mais altos do que os praticados na Bolsa de Chicago. A demanda é muito grande e a oferta disponível já é praticamente inexistente. Há rumores até de que os EUA já estariam importando soja. 

Além disso, o mercado ainda reflete as adversidades climáticas que atrasam o plantio da nova safra nos EUA. 

Veja como terminou o mercado nesta quarta-feira (8):

Grãos: Soja fecha 4ª feira no misto na CBOT, milho e trigo no vermelho

A soja fechou os negócios desta quarta-feira (8) na Bolsa de Chicago em terreno misto. O mercado operou em alta durante boa parte do pregão regular, porém, devolveu parte dos ganhos nos vencimentos de mais longo prazo. O contrato julho/13, o mais negociado neste momento,  fechou valendo US$ 13,90, com alta de 8,50 pontos. 

Como já vem acontecendo há algumas sessões, os ganhos mais expressivos foram registrados nos vencimentos de curto e médio prazo em função da atual situação da relação de oferta e demanda, principalmente nos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo em que a procura dos importadores continua grande, os esmagadores locais seguem em busca da matéria-prima para cumprirem seus contatos, cenário que tem mantido os prêmios locais bastante elevados e feito os produtores segurarem suas vendas a espera de preços ainda melhores. "Os produtores americanos estão vendendo soja com prêmio positivo de US$ 1,40 por bushel, o equivalente a US$ 15,30/bushel", disse o consultor de mercado Liones Severo. 

Mesmo assim, a comercialização da soja e também de derivados, como o farelo, se mantém muito aquecida e, de acordo com Lanna Pimentel, analista de mercado do SIMConsult, o total de exportações de soja estipulado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) já superou o volume dos 34 milhões de toneladas. "Isso agrava ainda o quadro de oferta e demanda que já se mostra bem defasado. Com isso, a soja deverá se sustentar nesses próximos dias em função desse cenário, já que a demanda não dá sinais de desaceleração", disse. 

Na sessão desta quarta-feira, o mercado futuro da soja também encontrou sustentação nas boas notícias sobre a economia da China divulgadas hoje. Os números indicaram um superávit comercial de US$ 18 bilhões em sua balança comercial em abril. Os números acabaram revertendo o déficit registrado no mês anterior e ficou acima do esperado. "A China continua demandando muito bem soja e isso foi o que impulsionou outros mercados asiáticos e deu sustentação aos preços da soja", explicou Lanna. 

Além desses fatores, o clima nos Estados Unidos também já exerce forte influência no mercado internacional de grãos. O plantio da soja, do milho e do trigo já foi iniciado no país e, por conta de condições bastante adversas, está bastante atrasado se comparado aos números do ano passado e também da média histórica dos últimos cinco anos. 

Chuvas excessivas, alagamentos, a incidência de neve e geada e as baixíssimas temperaturas em importantes regiões produtoras têm prejudicado os trabalhos de campo e já começam a estimular especulações sobre uma possível perda de produtividade e qual será o resultado dessa que se espera ser uma super safra de grãos. 

Entretanto, analistas afirmam que a recuperação, principalmente do milho, já que a soja está apenas no início da semeadura, é bastante possível, já que novas previsões indicam uma melhora no tempo em determinados momentos, além da eficiência da avançada tecnologia utilizada pelos produtores norte-americanos. 

Essas expectativas são um dos motivos que limitam o potencial de alta dos grãos, segundo analistas, mesmo diante de um atraso tão expressivo na implantação das lavouras. Com isso, o milho fechou o dia perdendo entre 1,50 e 7,75 pontos nos principais vencimentos, e o trigo, entre 2,50 e 3,50 pontos. 
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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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